Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
--------------------------------------------------------------------------------------------------------- obomcaminho@gmail.com

O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sobre o sofrimento e a fé

Mensagem dos Mestres




Sobre o sofrimento e a fé



Por que quero que pensem em tod...as as provações que tiveram até hoje. Não é verdade que todas foram causadas pela invigilância? Todas não poderiam ter sido evitadas e mesmo as mais dolorosas não foram mesmo antes projetadas por sua mente? Como não acreditar na providência Divina se mesmo sobre as maiores dificuldades que passaram sempre teve uma mão que foi estendida para ajudá-los, sempre ouve alguém ou uma situação que as resolveu como que por um milagre. E após tanto sofrimento, passados um ou dois anos terrenos, não pareceram a maioria delas coisas tão pequenas, tão insignificantes, que hoje, maior em espírito, mais sábio, não viu que foram gastas energias desnecessárias somente por que não acreditou que algo maior existe além de você e desse mundo? Observe, nada que ocorre neste mundo não é observado por olhos atentos da Criação. Esse mundo, ao contrário do que pensam algumas mentes ainda jovens e imaturas não é o mundo do sofrimento e sim o mundo da aprendizagem. Nunca um professor irá passar um teste que não pode ser realizado pelo seu aluno, e se esse não está preparado, sempre pode pedir ajuda ao professor que passou o teste. Sempre há milhares de espíritos de luz a disposição para inspirar-lhes e a própria Lei Divina se encarrega de colocar em seu caminho aquele que poderá mostrar o caminho a ser seguido para a solução do problema. É só ter fé, é só acreditar, por que aquele que acredita estar sozinho cria a solidão a sua volta, e respeitamos o livre arbítrio humano e o deixamos sozinho; mas aquele que acredita nunca estar sozinho; que acredita sempre existir uma saída; que este mundo é passageiro; milhares de anjos estarão a seu lado para dar prova da Criação e da bondade. Não queiram estar sozinhos no momento turbulento, não repitam a si mesmo que ninguém pode ajudá-los. Não se desesperem no momento da dor. Independente do grau de sofrimento, tudo é transitório, tudo cessa na matéria. Em todas as provas, em todas as turbulências, sempre há questões sobre a fé e o acreditar e na verdade são nessas questões que sempre falham. Estamos aqui, abnegadamente ao seu lado para que aprenda a mais importante das lições: você é amado infinitamente por uma força que desconhece e nunca, em momento algum estará sozinho por que a Criação permeia tudo e está no lodo que suja os seus pés e no lírio do qual sentes o perfume. Estando em tudo, e dentro de você, nunca estará sozinho, estará sempre acompanhado do próprio Criador e não há melhor companhia para você neste mundo. Acredite.

recebido por Adriana Pasquinelli

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Abençoe este Lar


Meu DEUS! Abençoe esta casa, não deixe nenhum mal entrar. Afaste as coisas ruins, venha conosco ficar. Minha alma Te pertence, só a Ti posso entregar Prometo do fundo de minha alma, só por Tua Lei me guiar.
Penso em Ti todo instante, estás acima de tudo. Pelo Amor que Te tenho, é que eu vivo nesse mundo. Ilumine minha casa, nunca deixe no escuro. A de minha mãe e meu pai, de meus irmãos e de todos.
Abençoe cada quarto, sala e cozinha. Abençoe todo teto, paredes e escadarias. Abençoe onde piso, abençoe todo dia. Abençoe esta casa, como a de José e Maria.
Faça tudo espiritualmente, traga paz e alegria. Afaste todo tristeza, fique em nossa companhia. Dê a todos Fé e Amor, e Humildade toda vida. Dê a todos que precisam, Consciência Divina.
Faça na casa de meus pais, como fizeste no Rio Jordão. Com a água Pura e Santa, abençoaste João. Faça com todos teus filhos, e com todos meus irmãos. Ponha Luz em todas casas, acabe com a escuridão.
Use todo TEU PODER, cuide sempre desse lar. Faça que todos se unam, e possam sempre se amar. Não esqueça um só dia, de vir nos visitar. Sente conosco na mesa, quando formos nos alimentar.
DEUS de Amor meu Pai Eterno, jamais esqueça de nós. Ajude em todas as casas, crianças, pais e avós. Aceite o meu pedido, eu confio em Vós. Não deixe ninguém sofrer, nunca nos deixe a sós.
Abençoe esta casa, como abençoaste tudo aqui. 
Meu DEUS, eu Te amo, vivo somente para Ti. Tua Lei e Mandamentos, sempre hei de seguir. Iapeam Ohlif - Espírito de Luz. Psicografada por Rui Souza.







terça-feira, 20 de março de 2012

Vocabulário Feminino

Se eu tivesse que escolher uma palavra
- apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas,
acho que está passando da hora de aprendermos
a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias,
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial
da mulher moderna.
Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano.
E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas
(que gostam dos mesmos filmes que a gente),
sair sem ter hora para voltar,
compartilhar uma caipivodca de morango
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.
Para a alma, então, nem se fala.
Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso)
e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.
Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
e a ficar em silêncio.
Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos,
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão
de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas
do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada
- faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias.
Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.
Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
do companheiro de mesa com reprovação e inveja,
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia:
gentileza.
Ter classe não é usar roupas de grife:
é ser delicada.
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir.
Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro,
e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco,
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar.
Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.
E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra:
use-o para reinventar a si mesma.
E, por último
(agora, sim, encerrando),
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.
Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita,
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo,
a esposa nota mil.
Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é
(e nunca foi)
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas),
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira

Foto: Valéria Preusse Bonfim

quarta-feira, 14 de março de 2012

Contos de Fada

Houve um tempo, quando o mundo ainda era jovem, que todos os mundos eram
interligados e todas as raças viviam juntas. Homens, Elphos, Gnomos, Duentes, Gigantes, Fadas, etc. Todos pertenciam a um só reino e, se não era o mesmo reino, todos os reinos estavam interligados por portais onde se podiam entrar e sair livremente, porque todos eram amigos. A doçura, a simplicidade, a amizade eram coisas sagradas e nem era preciso ensinar isso a ninguém, porque era algo natural, fazia parte da índole de todos. Só existia uma raça que viva separada de todas as raças, eram os Djins (Génios). Era uma raça tão antiga quanto o tempo da criação. Eles eram sábios, porém invejosos e por isso mesmo queriam destruir a Grande Obra do Criador. Então o criador limitou-os obrigando-os a viver separados de toda a sua criação, presos no espaço-tempo alheios a tudo o que pudesse acontecer no seu reino. Porém um dia um Djin conseguiu escapar do abismo e foi visitar o reino das criaturas de Deus. Os Djins não eram criaturas de Deus, eles dormiam e foram despertados pelo Todo no momento da Criação, onde todas as energias ouviram o seu chamado e se submeteram a Ele num grande estrondo AUM, AUM, AUM.... Na sua visita ao Reino o Djin que levava o nome de Egus encheu-se de inveja e revolta por ver um mundo tão lindo e cheio de cores, bem diferente das profundas trevas em que vivia... sentiu raiva de todos e queria que todos sofressem. Então foi tentar os Elphos para plantar neles a semente da destruição, mas estes eram criaturas muito divinas para se deixarem influenciar. Também não conseguiu nada com as fadas, porque eram muito puras. Prometeu riquezas aos Gnomos, mas estes já eram ricos o quanto baste... Foi então tentar o Homem que era a raça mais jovem e inocente que vivia sobre a Terra. E perguntou ao homem porque eles não eram tão belos e ágeis como os Elphos, tão ricos como os Gnomos, porque não eram tão altos como os Gigantes e nem tinham poderes mágicos como as Fadas e assim foi envenenando a alma do homem, enchendo-o de inveja... O homem então deixou de se ver a si mesmo, as suas belezas, os seus dons, as suas qualidades e só enxergava as suas limitações. Movidos pela inveja tentaram fecundar Elphas para no futuro serem uma raça mais ágil e bela, ultrajados os Elphos fecharam os portais que davam acesso ao seu reino e isolaram-se dos homens. Tentaram roubar os Gnomos e estes indignados também fecharam os seus portais. Os pequeninos duendes e anões assustados também fecharam as suas entradas. As Fadas trancaram-se porque elas só se comunicam com criaturas puras de coração. E assim todas as criaturas mágicas que antes eram amigas do homem e lhe ensinavam e mostravam coisas muito belas foram afastando-se e fechando os seus portais. Só restaram os Gigantes, mas estes foram incumbidos de procurar e enfrentar os Djins e as suas pestes e foram praticamente quase todos destruídos. Então os homens ficaram sozinhos no seu reino, que foi contaminado por Egus e ainda continua sob a sua maldição. Mas, algumas pessoas que ainda possuem doçura e amor no coração conseguem comunicar com os antigos amigos e estes às vezes ainda vêm ajudar mas raramente abrem os seus portais mesmo para as pessoas de alma pura. Infelizmente para a maioria da humanidade esta realidade está perdida no espaço-tempo das suas memórias. Os homens esqueceram dos seus antigos amigos e trancaram-se também no seu mundinho. Mas os Elphos, as fadas, os Gnomos e Duendes, não se esqueceram, eles ainda se lembram de nós e estão à espera que nos purifiquemos para tudo voltar a ser como era antes...


(Autor desconhecido)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dá-me o que for justo

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.

Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. O Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas, O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé:
— Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoou-os e partiu...
O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...
Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram à porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:

- Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus. 

(Meimei, do livro "Pai Nosso")


Uma ótima semana a todos!
Heloisa

sexta-feira, 2 de março de 2012

O que levar

Um homem já de certa idade entrou no ônibus. 


Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. Mas a porta se fechou e o ônibus saiu, e não foi possível recuperá-lo. 


Tranquilamente, o homem retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.


Um rapaz, vendo o que acontecera, perguntou: notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato? 
Eu agi de forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente, apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato. 


Assim, o homem mostrava ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente por possuí-lo, nem por que você não deseja que outro o tenha. 


Perdemos coisas o tempo todo. 


A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida. Como o homem da história, nós temos que aprender a nos desprender. 


Alguma força decidiu que era hora daquele homem perder seu sapato. 
Talvez isso tenha acontecido para iniciar uma série de outros acontecimentos bem melhores para o homem do que aquele par de sapatos.
Talvez a procura por outro par de sapatos tenha levado o homem a um grande benfeitor.
Talvez uma nova e forte amizade com o rapaz do ônibus. 
Talvez aquele rapaz precisasse presenciar aquele acontecimento para adotar uma ação semelhante. 
Talvez a pessoa que encontrou os sapatos tenha, a partir daí, a única forma de proteger os pés.


Seja qual for a razão, não podemos evitar perder coisas. 
A propósito, algumas perdas são até necessárias… O homem sabia disso. 
Um de seus sapatos tinha saído de seu alcance. O sapato restante não mais o ajudaria, mas seria um ótimo presente para uma pessoa desabrigada, precisando desesperadamente de proteção do chão.


Acumular posses não nos faz melhores nem faz o mundo melhor. 

Todos temos de decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida, ou se é melhor seguir sem elas.

Desconheço a autoria dessas palavras, mas reconheço sua pertinência.
Muitas e muitas vezes tive que fazer ajustes no curso da minha vida
e nem sempre esses ajustes foram fáceis ou levaram aonde eu desejava ir.
Novos caminhos nem sempre possuem o traçado que achamos ideal
ou nos trazem experiências que sonhamos viver.
De qualquer forma, todos nos trazem aprendizado.

O que fazer com o que aprendemos é opção de cada um, dentro de suas possibilidades.

Um bom final de semana a todos!

Heloisa

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Perfeccionismo

Em dada ocasião, ouvi uma bela história. Havia um excelente escultor, pintor, grande artista. Sua arte era tão perfeita que quando ele fazia a estátua de uma pessoa era difícil dizer quem era a pessoa e quem era a estátua. Ela ficava muito verossímil, muito natural, muito parecida com um ser humano.


Certo dia, um astrólogo disse a ele que sua morte estava próxima, que ele iria morrer logo. Logicamente, ele ficou muito amedrontado e assustado, e, assim como todo homem faz o que pode para evitar a morte, ele também o fez.



Assim, ele pensou a respeito, meditou, e achou uma solução. Ele fez estátuas de si mesmo, onze ao todo, e, quando a Morte bateu à sua porta, quando o Anjo da Morte entrou, ele se escondeu atrás de suas onze estátuas. E prendeu a respiração.



O Anjo da Morte ficou confuso, não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Isso nunca tinha acontecido — era algo tão incomum! Jamais se soubera que Deus havia criado duas pessoas idênticas; suas criações são sempre únicas.



A Deus jamais apeteceu a rotina. Ele não é como uma linha de montagem. Ele é absolutamente contra esse negócio de cópias. Ele faz apenas obras originais. Que aconteceu? Doze pessoas ao todo, absolutamente idênticas? Agora, a quem levar embora? Somente uma tem que ser levada...



O Anjo da Morte não conseguiu decidir-se. Confuso, preocupado, nervoso, ele voltou para o lugar de onde viera. E perguntou a Deus: — O que o Senhor fez? Encontrei lá doze pessoas exatamente iguais, e estou incumbido de trazer apenas uma. Como eu poderia escolhê-la?



Deus riu. Ele solicitou que o Anjo da Morte se aproximasse dele e segredou-lhe a solução no ouvido, a chave para distinguir o real do irreal. Ele deu a ela um código secreto e lhe disse: — Agora vá e o pronuncie naquele quarto em que o artista se mantém escondido entre suas próprias estátuas.



Então, o Anjo da Morte perguntou: — Como isso funcionará?

Deus lhe respondeu: — Não se preocupe. Vá lá e tente.



O Anjo da Morte partiu, ainda sem acreditar que o expediente funcionaria, mas, quando Deus afirma, cumpre o que diz. Ele entrou no quarto, olhou em volta e, sem se dirigir a alguém em especial, disse:



— Senhor, tudo está perfeito, exceto uma coisa. Há um erro aqui.



O homem se esqueceu completamente de seu esconderijo. E saltou de onde estava, dizendo: — Onde?



A Morte riu. E disse: — Peguei você! Esse é o seu único erro; você não consegue esquecer-se de si mesmo. Venha, siga-me.


Osho, em "Criatividade - Liberando Sua Força Interior"

Heloisa

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Defumação

Para fazer uma boa limpeza espiritual e energética, seja na sua casa, loja ou em qualquer outro ambiente, é preciso primeiro saber o que você quer afastar e o que deseja atrair. Cada defumador tem uma “fórmula” adequada a cada finalidade ou intenção.

As pessoas mais experientes sabem fazer suas próprias misturinhas de ervas e outros elementos, mas a maioria pensa e usa o defumador como uma espécie de “remédio emergencial”: a coisa ficou pesada, vamos tentar dar um jeitinho rápido.

Bem... a defumação não é uma coisa rápida e tão fácil de fazer, há uma espécie de protocolo a seguir para que seus benefícios sejam duradouros e eficientes. São basicamente 3 passos:

1- a “faxina pesada” – para retirar as energias mais densas e abrir o campo energético para uma limpeza mais profunda;
2- a limpeza geral, propriamente dita
3- e a “atração” das vibrações que desejamos.

Para a primeira fase, num ambiente muito carregado e no qual você possa pressentir a presença de desencarnados (os eguns ou obssessores) é indicada a queima de palha de cana ou bambu. Mas atenção, retire todas as pessoas de dentro do ambiente antes de começar essa defumação!
Se você quer defumar um lugar onde não morem pessoas (uma loja, por exemplo) ou o lado externo de uma casa (um quintal ou terreno) pode usar palha de alho ou de cebola, noz moscada ou grãos de café torrado.

Defumadores industrializados não são os melhores, mas numa emergência também podem ser usados.

Para o segundo defumador de limpeza pode ser usada uma mistura de três desses ingredientes (podem ser ervas frescas, secadas em casa – de preferência ao sol - ou aqueles saquinhos de ervas que se compra em feiras e mercados):

- Alfazema;
- Erva doce;
- Alecrim;
- Salvia;
- Cravo.


O processo de defumação deve começar pelo portão (ou porta) de acesso das pessoas. O ideal que seja feito por duas pessoas: uma levando o defumador e atrás dela uma outra pessoa com um copo de água. Se você for fazer a limpeza sozinha procure um jeito de carregar o defumador e o copo d´água.


Circunde a casa e o quintal (se houver), sempre em movimentos diagonais, formando uma espécie de cruz nos ambientes. Quando acabar a parte de fora, entre na casa pela porta da frente e repita o movimento de cruzar com o defumador todos os cômodos (no banheiro, não esqueça de manter a tampa do vaso sanitário fechada). Outra dica: procure atingir todos os cantos dos cômodos, se precisar arraste os móveis; e não esqueça também de defumar atrás das portas e do fogão.

Se você mora em apartamento, uma dica é deixar (antes de começar) uma panela velha ou um vasinho de barro do lado de fora da porta para jogar os restos do defumador e a água. Esse recipiente deverá ser jogado no lixo (de preferência fora do prédio) depois que acabar tudo.

Para a terceira e última etapa você deverá escolher o que deseja atrair para o ambiente. Alguns exemplos básicos:

Equilíbrio - Basílico, camomila, comfrei.
Bênçãos - Camomila, menta, alecrim, verbena.
Purificação/limpeza - Benjoim, cravo, lavanda, alecrim , verbena, sálvia, cedro.
Criatividade - Verbena.
Coragem - Alecrim.
Energia/Poder/Força - flor de sabugueiro, erva de São João, verbena.
Fortuna/Justiça/ - Louro, bergamota, limão, anis estrelado, violeta.
Alergia/Paz - Jasmim, lavanda, alecrim.
Saúde - comfrei, açafrão, lavanda, mostarda, alecrim, sálvia.
Amor - Canela, gengibre, lavanda, manjerona, margarida, sementes de mostarda, verbena, vetiver, rosa, mandrágora.
Dinheiro - Basílico, bergamota, camomila, cravo, menta, vetiver, noz-moscada.
Proteção/Defesa - Betônica, bétula, canela, sabugueiro, manjerona, menta, musgo, mostarda, alecrim, sálvia, verbena, pinheiro branco.
Banir negatividade - Sálvia, cedro, cravo, hissopo, verbena, vetiver, artemísia, gengibre, pimenta.

Para finalizar: as brasas nas quais você irá queimar as ervas deverão estar bem acesas mas sem labaredas. Existe uma espécie de carvão (chamado carvão ritual) que já existe a venda em muitas casas de material religioso (principalmente nas grandes cidades). Se não encontrar esse tipo de carvão (ou não quiser comprá-lo) use carvão comum, acendendo as brasas numa peneira de metal sobre a chama do fogão (funciona bem, cuidado apenas para não se queimar ao segurar a peneira).

Se você tiver um recipiente próprio para defumador, ótimo; se não tiver improvise um com latinhas de ervilha (ou qualquer outra) na qual possa fazer furinhos e passar um arame para segurar sem se queimar. Pode aproveitar a mesma latinha para todas as fases, jogando fora apenas as brasas de cada etapa.

Durante todo esse processo, mentalize coisas boas, “chame” as energias superiores para acompanha-la e ajudar em cada fase.

Quando acabar todo o processo e tiver levado para a rua os restos que sobraram, tome um bom banho, lave os cabelos e perfume-se. Não se preocupe em ter absorvido alguma das energias negativas da limpeza porque você também foi limpa durante o processo.

Que as boas energias lhe acompanhem!
Heloisa




PS.: esqueci uma coisa... os melhores dias para se fazer essa limpeza são a segunda-feira (dia das almas) ou a quinta-feira (dia de Ogun); se puder escolher e esperar, opte pela Lua Nova, a limpeza será muito mais eficiente.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Não pense que espiritualidade está apenas em templos, igrejas e montanhas: ela está onde você está. A palavra espírito vem da nossa capacidade de inspirar e expirar. Se alguém me insulta e sou capaz de compreendê-lo, sem me deixar levar pela raiva, pela vingança ou pela tristeza, estou praticando a espiritualidade. O estresse, a pressa e o trânsito são ótimas oportunidades de prática espiritual. Ao perceber a tensão, já me coloco em outro patamar: inicio um processo de autoconhecimento, percebo o que impulsiona e o que me retrai. A vida urbana nos dá ótimas oportunidades para aprimorar a paciência, a tolerância, o respeito à vida, a sabedoria e a compaixão. Todos os seres são conectados. Faça o seu melhor, respira profundamente e seja gentil.

 Monja Coen





Quero aproveitar esses feriados  para respirar profundamente, 
olhar o sol  e a mim mesma, re-encontrando a luminosidade da Vida, 
iluminando minha própria história e resgatando o melhor que sei existir em mim.
Fiquem bem...
Heloisa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nas Ondas Do Mar

Carlos era um Umbandista dedicado. Sempre folheava textos, procurava artigos interessantes na internet, lia bons livros. Também fazia muitas reflexões e questionamentos acerca da Umbanda:
- Por quê defumamos o terreiro? Por quê bate-se cabeça? Por quê alguns terreiros trocam as cores das velas para determinados Orixás?
E assim foi seguindo na sua caminhada, formando a sua gama de conhecimentos. Em Janeiro foi à Praia, viagem de férias. “Vou aproveitar para ir no mar e pedir as bençãos para Iemanjá”!Caminhou em direção ao mar. Ao chegar no primeiro contato com a água saudou, pediu licença e começou suas orações e cânticos, sempre reverenciando Iemanjá. Fez seus pedidos, seus agradecimentos. A partir daí começou a curtir o mar. Estava calor e a água límpa. Nesse instante surgiu mais uma de suas indagações: Por quê algumas ondas são mais altas, outras mais baixas? E por quê algumas são mais fracas e outras fortes? Existiria alguma relação com a Umbanda? Parecia coisa de louco, mas era exatamente assim que Carlos se comportava. E continuou a nadar. Em determinado momento uma onde forte o atingiu, deixando-o meio atordoado. Foi quando viu uma mulher, vestida de azul, cabelos pretos e compridos, andando sob a água.
- Ô minha mãe! Odociá Iemanjá! Saravá suas forças!
- Oi meu filho! Você pensou que eu não existisse, não é?
- Longe disso! Só não esperava vê-la! E foi tomado de um choro profundo!
- Calma, Carlos! Isso só vai te aliviar! Eu vim responder à sua pergunta! Existe sim uma relação das ondas do mar com a Umbanda!
- E qual seria minha mãe?
- Cada onda do mar significa um obstáculo que devemos sobrepor na vida. Alguns são pequenos e fáceis, logo exigem pouco esforço. Outros, no entanto, são maiores e mais difíceis, e dependem de muito esforço, conhecimento e persistência. Mas não devem se enganar, pois algumas parecem pequenas, mas são fortes. A vida de vocês na Terra é como nadar no mar: tem que estar atento às ondas e saber passar por elas,
evitando que seja derrubado! Por esse e outros motivos é que a nossa querida Linha dos Marinheiros é tida como sendo uma das linhas doutrinadoras, pois esses espíritos conhecem mais do que ninguém as adversidades da vida!
Carlos sorriu com a resposta e sentiu seu rosto ser tocado. Entregou-se à energia e parecia dormir.
Ainda viu Iemanjá, cuja silhueta estava diminuindo dentro de uma luz muito intensa. Aos poucos ela foi desaparecendo.
- Carlos! Acorda Carlos! Ainda atordoado, acordou, olhou para os lados, e viu que um grupo de pessoas que estava ao seu lado. Logo percebeu um salva vidas e, ao seu lado, sua esposa.
- Mas, o que aconteceu? -perguntou.
- Olha, nem nós sabemos, mas as pessoas viram você sendo derrubado por uma onda! E, segundo testemunhas, não era grande o suficiente para isso acontecer. Ficamos assustados! - disse ela.
- Tem certeza? Porque, se fosse grande, eu com certeza teria adotado uma outra conduta!
- Sim, disso sabemos, mas todos pensaram que você tinha passado mal! - retrucou sua esposa.
Carlos logo entendeu o que acontecera. E lembrou-se das palavras de Iemanjá.
Percebeu que a sua conduta precisava melhorar. Precisava sim estudar e questionar as coisas da religião de Umbanda, mas, estava faltando o mais importante: por em prática os conhecimentos adquiridos e não subestimar as adversidades da vida, pois ondas pequenas também derrubam.

Coincidências

vista da minha varanda em Morro Azul


Já fazem alguns dias que uma coisa me aflige: preciso começar algo, sair da inércia que anda me cercando. Tento por um lado, por outro, estico o pescoço pra ver se enxergo algo além do lindo horizonte emoldurado pela Mata Atlântica que rodeia minha casa... e nada. As tentativas de iniciar um novo caminho têm sido abortadas precocemente ou nem passam de sonhos.
Tenho tentado considerar esse tempo de inércia como uma espécie de férias do Destino, alguns momentos para recarregar as baterias depois de uma longa (e desgastante) jornada que começou há muitos anos atrás.
Hoje de manhã, quando abri meu email, estava lá essa mensagem enviada pela Elisete, do Centro Espírita Bom Caminho, de Piracicaba (que na verdade foi a origem desse blog - um dia conto essa história). 
Reproduzo aqui o texto e endosso o pedido: "Pai, começa o começo!"


Heloisa

O o O

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo e há anos, muitos, aliás, não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado.

Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”.

Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso:

“Pai, começa o começo!”. 

Autor desconhecido


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

apenas um pensamento...


Harmonizar e equilibrar não é parte da vida, ela É vida. 
E quando vivemos em concordância com a forma natural de harmonia e equilíbrio, nos tornamos parte deste fluir sagrado da corrente energética da vida e da beleza natural.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Luz interior

Nosso grande medo não é o 
de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é 
que sejamos poderosos além da conta.

É nossa luz, não nossa escuridão,
que nos amedronta.


(Nelson Mandela)




Há muitos anos, quando comecei a estudar o Tarot, uma frase de minha Mestra ficou marcada: "quando você acende uma luz é a primeira a ser iluminada".

Para ajudar os outros, seja através das cartas ou até de uma simples conversa, é preciso deixar fluir as energias, o pensamento e o coração,. Muitas vezes o que você diz (ou vê no jogo) também serve pra você. O auxílio é um caminho de mão dupla, a Luz vai e vem. Basta, apenas, ter humildade para escutar, às vezes, as nossas próprias palavras.
Heloisa

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Onde está o Mestre?

Gabriel Meissner 


Gostaria de fazer um comentário sobre uma frase muito comum no meio da magia, que diz: "Quando o discípulo está pronto o mestre aparece."

Essa costuma ser uma das primeiras coisas que aprendemos quando resolvemos trilhar um caminho mágico. Como em geral a interpretamos?

Imaginamos que começaremos a estudar, fazer algumas práticas simples, conhecer gente do meio, ir aprendendo lentamente, ainda dentro do nosso pouco conhecimento e então, um dia, quando estivermos preparados para aprender algo elevado, conheceremos um pessoa, um mestre, que nos "adotará" como seu discípulo e nos ensinará todos os mistérios da magia, fazendo com que nos tornemos, igualmente, mestres da Arte.

Esta interpretação da frase - tão comum - encerra alguma verdade, mas é um tanto romântica e, portanto, pode nos levar a algumas ilusões.

Primeiro, nenhum mestre nos ensinará todos os mistérios da magia. Mistérios não são dados, mas conquistas. Portanto seremos nós que aprenderemos por nós mesmos, por esforço e merecimento. Mestres podem apenas indicar um caminho, mas somos nós mesmos que o trilhamos. Assim, nenhum mestre fará de nós também um mestre. Nenhum ritual de iniciação faz isso. Pois a maestria não é um título, mas um estado de ser, alcançado depois de muito trabalho pessoal árduo.

A segunda ilusão a qual essa interpretação pode nos levar é bem mais sutil e - na minha opinião - muito mais importante, pois sacar isso pode nos despertar a incontáveis oportunidades de aprendizado que em geral ignoramos.

Esta grande ilusão é a de ficar esperando por um mestre e idealizá-lo. Nisto, há dois problemas. Um é o da atitude passiva, de ficar "esperando" que um dia o Divino nos envie um mestre para nos ensinar tudo o que sabe. Magia é um caminho de ação, um caminho ativo e não combina com a atitude de esperar que alguém - sejam pessoas, sejam deuses - façam algo por nós. A responsabilidade é inteira nossa, sempre. Portanto, não devemos aguardar conhecer alguém que nos ensine. Devemos procurar este alguém, devemos procurar cada oportunidade de aprender com quem possa nos ensinar.

Outro problema é o de idealizar a figura de um grande sábio - ou uma grande sábia - que sabe tudo o que queremos saber, todos os mistérios do universo, e que está disposta a ensinar tudo isto a nós. Por vários motivos, isto não existe. Primeiro que ninguém sabe tudo. Segundo que, por mais que uma pessoa saiba, por mais experiência que tenha, pode ser não saiba tudo aquilo que precisamos aprender. Cada mestre pode nos orientar somente em parte daquilo que queremos saber. Um pode lhe instruir em um aspecto da magia e outro mestre em outro aspecto. Mas nenhum nunca saberá lhe orientar em tudo o que você busca, pois ninguém sabe tudo. Além disso, sempre haverá aquelas coisas que você quer saber e que ninguém no mundo saberá lhe explicar e então você terá de aprender por si mesmo.

Terceiro - e ainda mais importante do que tudo - devemos sempre lembrar que todas as pessoas são mestres em alguma coisa. Nossos pais, nossos amigos, namoradas(os), conhecidos, estranhos com quem topamos num dia e depois nunca mais tornamos a ver, crianças, idosos, jovens, adultos, negros, brancos, orientais, índios, enfim, todas as pessoas são mestres! Quer saibam disto ou não.

Pois não precisamos estar conscientes de sermos capazes de ensinar alguma coisa para realmente poder ensinar. Em verdade, estamos ensinando o tempo inteiro, com nossas palavras e ações. E as pessoas que encontramos na vida também.
Acredito que com todas as pessoas já aconteceu de ouvirem alguém falar alguma coisa, ou fazerem algum ato, que tocou em algum ponto nevrálgico seu e fez com que entendesse um fato importante da sua vida. Para a pessoa que falou ou agiu pode ser até mesmo algo banal, sem importância. Mas para você pode ter sido crucial.

Em geral, lembramos de poucos momentos assim na nossa vida. Por que? Porque não desenvolvemos em nós uma capacidade básica e necessária para qualquer um que busco o conhecimento: a Atenção! A Atenção, estar sempre desperto, consciente, aberto para captar as mensagens incessantes que o mundo nos envia a todo momento, sem nunca parar.

Para quem trilha o caminho mágico, o caminho do conhecimento e da realização de si mesmo, desenvolver a Atenção é fundamental para realmente aprender algo de útil. Ao desenvolvermos a Atenção estes momentos tornam-se cada vez mais freqüentes e o nosso aprendizado torna-se muito acelerado. Ou, para ser mais exato, é somente aí que o nosso aprendizado realmente começa.

Um bom primeiro passo para desenvolver a Atenção é considerar a tudo e a todos como mestres em potencial, tomarmos uma íntima e forte disposição de estarmos abertos para o que as pessoas têm a nos ensinar. Somente isto já começa a nos tornar mais perceptivos a receber as mensagens que o mudo nos envia incessantemente.

Aí podemos também pensar: o que meus pais me ensinam? E meus irmãos, avós, tios e tias etc? Meus amigos e amigos? Namoradas(os) sérios(as) e casos corriqueiros que tive? Estranhos com quem topei num dia e depois nunca mais vi? Pensar nisto também resgata memórias que estão em nós, memórias de coisas que tentaram nos ensinar, mas que não captamos na hora. Mas estes são ensinamentos que nunca estão perdidos. Basta esforçar-se em lembrar deles!

Nisto, há também algo a se dizer daquilo que é conhecido na magia como o "Oráculo de Hermes". O Oráculo de Hermes consiste em pedir aos seus deuses que lhe ensinem algo que você precisa aprender e então esperar que a resposta venha da boca de alguma pessoa que você não espera. Como o Destino gosta de nos pregar peças, quando utilizamos o Oráculo de Hermes muitas vezes as respostas vêm através daqueles que desprezamos, que odiamos ou que simplesmente consideramos ignorantes. E receber uma resposta tão importante de alguém que não levamos em consideração nos obriga a sermos humildes, a percebemos que algo que pode ser indecifrável para a gente pode ser óbvio a alguém que menosprezamos. Humildade é outro elemento essencial para o caminho mágico, pois sem ela nunca nos abrimos para o aprendizado, nunca desenvolvemos a nossa Atenção.

Mais uma coisa deve ser dita sobre este tema. É a noção de todo mestre permanece conosco somente durante o tempo em que ele tem algo a nos ensinar. Depois que nos ensinou - quer tenhamos conseguido aprender ou não - ele vai embora e não o vemos mais. Isso é verdade tanto para um Iniciado quanto para qualquer outra pessoa que conheçamos na nossa vida. Parentes que morreram, amigos que "sumiram do mapa" e resolveram se excluir do nosso círculo de amizades, namorados(as) que romperam conosco, todos estes o fizeram porque aquilo que tinham já ensinaram e a sua presença não é mais necessária.

É comum lamentarmos por não vermos mais aqueles antigos amigos de quem gostávamos tanto - e até sentirmos raiva porque eles não sentem vontade em nos reencontrar - lamentarmos por parentes que morreram e, principalmente, por namorados(as) que romperam conosco. Ora, esta lamentação é apego, mais um elemento que nos impede de estar aberto para as mensagens que o mundo nos envia incessantemente. Ao invés de nos apegar à memória de quem já não está conosco e nos lamentar, mais importante e sábio é tentar entender porque estas pessoas já não estão mais conosco. É aí que sacamos que mensagem ela nos passou e aprendemos com isso.

Por este motivo que não apenas é verdade que quando o discípulo está pronto o mestre aparece, mas também é igualmente verdade que "quando o discípulo está pronto o mestre desaparece!" (Aleister Crowley).

O o O

Como o mundo nos fala o tempo todo é preciso um certo silêncio interior (e exterior também) para que possamos "ouvi-lo". Sempre tive dificuldade com ambientes barulhentos, com pessoas que falam sem parar e com excesso de informações ao meu redor. Hoje, morando no meio do mato, tenho ainda mais dificuldades com essas coisas. Algumas vezes me parece estar sob um "ataque de convencimento" (de uma pessoa ou do "mundo exterior") tentando me fazer ser assim ou assado, fazer isso ou aquilo. Só que eu prefiro o "meu certo", mesmo quando isso não convença muito os outros (azar deles). Pior é quando não convence muito a mim (aí é azar meu...). 
Seja como for, reservo-me o direito de pensar, agir e correr riscos. E, no meu silêncio, ficar atenta ao que os mestres do cotidiano vão me sussurrando ou fazendo cruzar o meu caminho.
Já "ouviu" o que eles têm a te dizer hoje?

Heloisa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Odu, sorte, destino... ou simples divagações

Ando meio sem inspiração...

Nos últimos dias direcionei uma quantidade enorme de energia (e de trabalho e dedicação) para realizar uma tarefa. Tudo pronto e lá fui eu botar o resultado na roda da vida. Tinha certeza da qualidade do trabalho e do meu domínio sobre ele, mas a roda da vida é uma engrenagem que depende de muitos fatores e, também, de outras pessoas. Daí... a coisa emperrou. E desandou.

(re)descobri que a ordem das coisas não depende (somente) da nossa vontade, esforço e dedicação. Tem horas que a gente faz, faz, e melhora, e faz de novo, tenta mais uma vez, e nada. Destino? Sorte? chame do que quiser...




No Candomblé isso se ligaria ao Odu, uma espécie de presságio de um momento do passado ou do presente que poderá alterar ou não um futuro ora, inexistente. Uma definição bastante interessante, escrita pelo Eduardo Fonseca (http://www.yorubana.com.br/odus.asp).

O Odú é um termo africano do dialeto Yorubá e Fon que determina o DNA espiritual de uma pessoa ou local e situação. Tem sua origem na própria criação do mundo e muitos deles não tiveram sua origem na terra. Foi a forma técnica que os sacerdotes das tribos africanas encontraram para decodificarem os enigmas e os segredos do universo e do ambiente que os cercava.

Os Odús são a combinação dos quatro elementos do mundo da magia: terra, fogo, água e ar. Cada um desses elementos possui um significado, chamado de “atributos”.

·  Terra – representa a materialidade.
·  Fogo – representa a força do movimento.
·  Água – representa os sentimentos e as emoções.
·  Ar – representa os pensamentos e reflexões.

São basicamente 16 Odús, ou seja, 16 combinações básicas desses quatro elementos. A terra se funde com o fogo, e gera um Odú; se funde com a água e gera outro odú, e assim consecutivamente, até encontrarmos 16 combinações.

Muitos sacerdotes acreditam que se descobre o Odu de uma pessoa pela soma dos algarismos de sua data de nascimento. No entanto, dependendo da tradição (se brasileira, cubana ou nigeriana) o número atribuído a cada Odu varia. Então, não é lá uma coisa muito segura se afirmar que o destino é regido pelo Odu X ou Y. A forma segura seria através do jogo de búzios, com um sacerdote de sua confiança.

De qualquer forma, se alguém quiser conferir seu Odu pela numerologia da data de nascimento esse site dá as dicas e o resultado: http://www.candomble.i8.com/Odus.htm

Eu fui lá olhar o meu Odu e a principal mensagem que recebi é que devo ficar de boca fechada em relação aos meus projetos. Assim sendo, a próxima vez que a roda da vida se abrir pra mim, boquinha fechada, que não conto pra ninguém o que é, nem sob tortura. 
Afinal, tem muita gente com olho precisando de dieta...
Heloisa

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Amor e carma

Para uma amiga querida...



Saiba como acabar com o sofrimento fantasiado de amor
Marina Gold

Uma das piores dores que podem assaltar o ser humano é o sofrimento do amor não correspondido, aquele que com o passar do tempo, em vez de diminuir, aumenta. A pessoa, por mais racional que seja, por mais que se esforce, não consegue se libertar, e fica, por longo tempo, comprometida com o sentimento negativo de amar sem ser amada. Esta situação pode ocorrer entre pessoas que apenas se conhecem, sem nunca terem se namorado, como também acontece quando um casal se separa e um dos dois continua amando o desistente.

A continuidade do amor, neste caso, só faz sofrer o ser apaixonado, na procura de uma solução melhor, que parece nunca vir. Nessa situação nada se modifica, o tempo parece estar parado, sendo a estrada solitária muito difícil de encarar. É então que nada de bom acontece, e por mais que se espere: não aparece um novo amor, criando um desvio favorável, que liberte e anime o ser em sofrimento.

O amor, na verdade, não se expressa de forma a trazer tristeza e sofrimento a quem ama. Pelo contrário, o amor é compreensão, amizade e clareza de sentimentos, que une o casal e traz a devida cumplicidade, sem dores e com respeito mútuo. Tudo aquilo que não acontece dessa forma, não é amor, é carma, ou seja, algo que não ficou resolvido no passado, em vida anterior.

Numa situação dessa natureza, a pessoa imagina que aquilo que sente é amor, mas na verdade, não é. Trata-se da alma que quer saldar seu carma e traduz seus sentimentos como sendo amor. Mas não é, pois o verdadeiro amor não magoa, não se afasta e tem um marca de equilíbrio, que vem de uma situação bem resolvida anteriormente.

O carma não termina com facilidade e explica certos sentimentos que se confundem com o amor. Para minorar o carma, e se livrar do sentimento de infelicidade, uma boa solução é orar pelo ser que se julga amar. Isso diminui muito o problema e pode até colaborar para a vinda de um novo amor.


Algumas palavras chegam às nossas mãos como uma mensagem que o Universo conspira para encontrarmos e passarmos adiante. Parece que vem com destinatário certo...
Espero que encontrem eco no coração, na alma e na razão daquele que precisa.

Heloisa

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

20 de janeiro - que os caboclos nos protejam

Todo ano, no dia 20 de janeiro, a procissão de São Sebastião 
sai da Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, 
na Tijuca (RJ), e vai até a estátua do santo, localizada na Praça do Russel, 
no bairro da Glória

De acordo com Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado alistado no exército romano por volta de 283 d.C.. Era querido pelos imperadores Dioclesiano e Maximiliano, que ignoravam tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Mas, a sua conduta branda com os prisioneiros cristãos levou-o a ser julgado e condenado como traidor, tendo sido ordenada sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo na sua representação). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Irene, apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Luciana (Santa Luciana, cujo dia é comemorado em 30 de Junho) resgatou ocorpo, limpou-o e sepultou-o nas catacumbas.

Escultura de Oxóssi no Dique do Tororó,
em Salvador, de Tati Moreno
No sudeste do Brasil, principalmente no Rio e em São Paulo, São Sebastião é sincretizado a Oxóssi, o senhor das matas, que alia força e bom-senso.

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes. Oxóssi se transformou então, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião.

Oxóssi é a expansão dos limites, do campo de ação; a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.

Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora" (a mata) trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente se mudar ou fazer uma roça.

Assim, Oxóssi é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Oxóssi descobre o lugar, a possibilidade, mas quem conduz a tribo até lá é Ogun (seu irmão).

Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia, enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão de cada dia, a alimentação da tribo, costumeiramente cabe aos caçadores.

(Fonte: Wikipedia)


Hoje é dia pedir a abertura dos caminhos, a fartura e a prosperidade 
que vem com o trabalho. Que os Caboclos nos guiem, nos protejam e 
ajudem a prover as necessidades espirituais e materiais da nossa família.