Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Passe Espírita

* Compilação de textos disponíveis na Internet

"Como a todos é dado apelar aos bons Espíritos, orar e querer o bem, muitas
vezes basta impor as mãos sobre a dor para a acalmar; é o que pode fazer
qualquer um, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus".
(Kardec)


O Passe é um alívio aos sofrimentos morais, espirituais e físicos, auxiliando a todos os que buscam esta Terapia. O mais importante é que as pessoas vão adquirindo esclarecimento e compreensão do que vem a ser o Passe Espírita.
As Casas Espíritas não prometem curas, mas o esclarecimento sobre a Lei de Causa e Efeito para auxiliar as pessoas a conviverem com seus problemas, buscando a melhor solução diária sem desespero, dando mais importância ao fortalecimento da fé em melhores momentos, com o concurso da Prece.


História Sobre a Cura e as Doenças

Em toda a História da Humanidade, sempre aconteceram “curas, os chamados milagres”. (Curas na Bíblia, livro A Gênese - Allan Kardec)


A OMS – Organização Mundial de Saúde na Constituição de 1948, enuncia a definição que se tornou um clássico nos círculos da saúde: “Saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não a meramente ausência de doença”. A saúde é definida ainda como o resultado do equilíbrio dinâmico entre o indivíduo e o seu meio ambiente.
Pela Doutrina Espírita podemos definir a saúde como sendo “o equilíbrio entre o indivíduo no seu aspecto físico, psíquico, espiritual”, secundado pelas leis de Causa e Efeito.

Numerosas curas operadas por Jesus na Bíblia.

As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias. Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35). Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar. Todos os que buscavam a cura e dela eram merecedores, ficavam curados diante dos que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51).

Curas operadas por Jesus descritas em A Gênese - Allan Kardec, cap XV

…”Dado o poder fluídico que ele possuía, nada de espantoso há em que esse fluido vivificante, acionado por uma vontade forte, haja reanimado os sentidos em torpor; que haja mesmo feito voltar ao corpo o Espírito, prestes a abandoná-lo, uma vez que o laço perispirítico ainda se não rompera definitivamente....” (A Gênese, cap. XV, item 39)

Jesus ia por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todos os langores e todas as enfermidades no meio do povo. - Tendo-se a sua reputação espalhado por toda a Síria; traziam-lhe os que estavam doentes e afligidos por dores e males diversos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos e ele a todos curava. - Acompanhava-o grande multidão de povo da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além Jordão. (S. Mateus, cap. IV, vv. 23, 24, 25.)

Ao lermos o Capítulo das Curas, no Livro A Gênese, nos deparamos com as curas feitas por Jesus e seus discípulos, que se valiam da imposição de mãos, da água magnetizada, e da oração para efetuarem os chamados “milagres”, as curas das doenças físicas e espirituais (obsessões).


Magnetismo - Mesmerismo

Franz Anton Mesmer (1734/1814) médico de Viena, iniciou seu trabalho clínico com magnetismo por volta de 1774, quando tornou-se moda usarem-se ímãs como terapêutica para as doenças do corpo. Em 1774, Mesmer construiu então a tina da saúde ou denominada de "baquet", que viria a ser conhecido como a tina das convulsões. Era um grande tanque de água em que "duas garrafas cheias de água magnetizada correm convergentes para uma barra provida de pontas condutoras móveis, das quais os pacientes podiam aplicar nas regiões doentes." (ZWEIG, 1956. p.37)

Mesmer abandonou a tina e escreveu um tratado sobre o "magnetismo animal", onde atribuiria às suas próprias mãos o desprendimento de uma força que curaria os males orgânicos e impregnaria objetos. "De todos os corpos da natureza é o próprio homem que atua com mais eficácia sobre o homem."

A aplicação, transmissão da energia remonta a antiguidade. As próprias curas instantâneas não são mais milagrosas, do que os outros efeitos, dado que resultam da ação de um agente fluídico, que desempenha o papel de agente terapêutico, cujas propriedades não deixam de ser naturais por terem sido ignoradas até agora.
Dentro de nossa era, há apenas 170 anos, criaram-se escolas que se diferenciavam na arte e no processo de curas pela magnetização (Passes Magneticos - Mesmer - Mesmerismo). Há o registro de que alguns pesquisadores, como Du Potet, Gauthier, Deleuze, Bué, Feré, Binet, como também o Espiritismo, afirmam que a potência volitiva do magnetizador unifica a ação radiante dos fluidos levando-a até o paciente, por várias direções – face,pelos lados, pelas costas, próximo ou distante, atravessando paredes, vendo ou não o paciente.


O Passe pela 1a. Vez no Brasil

Dr. Benoît-Jules Mure (francês—1809-1858) foi considerado um dos introdutores e grande incentivador da homeopatia no Brasil. Médico formado pela Faculdade de Montpellier, praticou a homeopatia pela Europa e veio para o Brasil em 1840. Com a Homeopatia trouxe as práticas de mesmerismo (magnetismo), já que ele fora discípulo de Hahnemann em Paris. Estas novidades viriam a ser os alicerces da introdução das práticas espíritas no Brasil, sob os auspícios dos Espíritos Superiores durante estes 160 anos da existência do Passe.
Dr. Mure – foi o fundador da Primeira Escola Homeopática do Brasil, situada no Rio de Janeiro. Com o tempo, sendo perseguido e recebendo muitas críticas dos médicos brasileiros que não aceitavam suas idéias ainda desconhecidas, ele deixou o Brasil, após 7 anos de sua estada entre nós. Fez o seu papel mais importante, plantando a semente dos que dali para frente continuaram os seus estudos e trabalho dentro da Homeopatia, colhendo os frutos nos dias de hoje. Dr. Bento Mure e João Vicente Martins aplicavam passes em seus pacientes e muitas vezes mencionavam Deus, Cristo e Caridade, quando efetuavam seus atendimentos e curas.
Em muitos trechos da Bíblia, vemos relatos sobre Jesus e seus discípulos imporem as mãos sobre os necessitados, orando a Deus que os curassem.

Doutrina Espírita – Luz e Esclarecimento

A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, trouxe luz à escuridão do conhecimento humano. Allan Kardec estabeleceu uma metodologia científica, que até o presente momento serve de parâmetro para todos os pesquisadores sérios:

1. Buscar a origem do fenômeno,
2. Qualificar sua
manifestação,
3. Comprovar sua veracidade,
4. Estudar seus mecanismos,
5. Efeitos de sua aplicação dentro das leis naturais.

Os que buscam ajuda na Casa Espírita em suas necessidades íntimas, sejam pela dor da depressão, sofrimento moral, doenças, etc... após ouvir a palestra doutrinária, raramente deixam de receber o passe individual ou coletivo que se segue aos estudos ou palestras, sempre gratuitas.
Como todas as atividades doutrinárias espíritas, também o Passe Espírita é totalmente gratuito. Se a pessoa chega pela primeira vez para receber a terapia do Passe é de bom tom dar-lhe rápidas explicações, e especialmente deixá-la confiante de que poderá ficar com os olhos abertos se o deseja, ao receber o Passe.

Por desconhecimento alguns esperam ver os eflúvios energéticos (invisíveis) que saem das mãos do aplicador do passe. Poucos, pela própria mediunidade, vêem as luzes e cores que escorrem das pontas dos dedos do aplicador e chegam a relatar extasiados.
Todos têm a confiança de que irão receber alívio e equilíbrio em seus problemas, como efeito do recebimento de energias através do Passe. É visível e se tem conhecimento de que as pessoas saem da Casa Espírita fortalecidas em seus bons propósitos de melhora íntima, espiritual, moral e física. Alguns chegam a comentar que mesmo com os poucos recursos intelectuais que tem para compreender uma palestra de determinado tema, sentem-se muito bem ao saírem da Casa Espírita.

CONCEITOS

Fluidoterapia

Fluidoterapia é a utilização dos fluidos com finalidade terapêutica, para o tratamento dos enfermos. No movimento espírita, emprega-se a fluidoterapia para auxiliar aos enfermos físicos e espirituais, fraterna e gratuitamente.
Para utilizarmos a fluidoterapia, é indispensável conhecer as noções básicas sobre os fluidos e como se pode agir sobre eles.
Em André Luiz temos: “Definimos o fluido, dessa ou daquela procedência, como sendo um corpo cujas moléculas cedem invariavelmente a mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se, quando entregues a si mesmas”. (Livro Evolução em Dois Mundos”, Francisco C. Xavier, Parte l,, Cap. XIII— Alma e Fluidos)

O Fluido Cósmico - FCU

O fluido cósmico universal é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. (A Gênese, cap. XIV item 1, sub 2)

Plasma Divino

O fluído cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano. (Evolução em Dois Mundos—André Luis - Fco. C. Xavier, Cap 1)

...”Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido é suscetível, pelas suas inumeráveis combinações, e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.” (COEM - http://www.cele.org.br/coem2.doc)

Constitui-se na própria matéria primitiva, da qual derivam todas as demais formas de matérias e energias. Preenche todos os vazios do espaço, estando presente em toda a natureza. Por ser o elemento gerador de todo o restante das manifestações materiais e energéticas, guarda similaridade e afinidade com estas, podendo, muito facilmente, sob a ação de uma vontade, interagir com todas, inclusive mudando suas propriedades físicas, temporária ou permanentemente.

O “fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade da sua natureza, esse fluido,condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo (...).”

Os espíritos utilizam-se do FCU para realização de muitas ações, inclusive como “matéria prima” para suas intervenções sobre a matéria, no plano espiritual e no plano material.
Também os espíritos utilizam o FCU como “amálgama” para compatibilizar a utilização conjunta de diferentes tipos de fluidos, energias e mesmo matéria, graças a afinidade do FCU com todos, por ser o elemento primitivo. A possibilidade de manipulação consciente do FCU é proporcional ao grau de evolução do espírito. (COEM -http://www.cele.org.br/coem2.doc)


Fluidos

Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. (A Gênese – Allan Kardec - Cap XIV, item 14)

Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre aqueles como o som atua sobre o ar; eles nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som. Pode-se, pois, dizer, com verdade, que há ondas nos fluidos e radiações de pensamento, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar, ondas e radiações sonoras.

Em O Livro dos Espíritos, Parte II, Capítulo VIII- Da Emancipação da alma, temos a explicação dos Espíritos Superiores.
“No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados, ou não encarnados, comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos, que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico.”

Fluido Vital ou Energia Vital

Estamos constantemente imersos em fluidos, em energias. Estamos sempre emitindo energias e recebendo-as, de todos os lados e todas as formas, boas ou más, dependendo de nossa sintonia.
Dá se a denominação de fluidos as emanações energéticas no processo orgânico ou perispiritual. Energias são as emanações do pensamento ou de fenômenos vibratórios inerentes à estrutura da matéria e suas propriedades (ex: luz solar, pensamentos, etc.). Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno.
É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria. (A Gênese, Allan Kardec, Cap. XIV - Elementos Fluídicos)


Nas Apostilas do COEM (Curso de Orientação e Educação da Mediunidade, desenvolvido pelo CELE – Centro Espírita Luz Eterna de Curitiba), encontramos uma prática explanação sobre as Relações entre Fluidos, Energias e Perispírito.

“Em existindo o Espírito, existirá também o perispírito. Um não existe sem o outro. O perispírito é semi-material, constituído de um complexo de energias e fluidos, estruturando um “corpo” para o espírito. Pode ser comparado como uma matéria muito sutil que envolve o Espírito.

Princípio Vital

Princípio vital o princípio da vida material e orgânica, qualquer que seja a fonte donde provenha, princípio esse comum a todos os seres vivos, desde as plantas até o homem. Pois que pode haver vida com exclusão da faculdade de pensar, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz achando-se a matéria em dadas circunstâncias.
Segundo outros, e esta é a idéia mais comum, ele reside em um fluido especial, universalmente espalhado e do qual cada ser absorve e assimila uma parcela durante a vida, tal como os corpos inertes absorvem a luz. Esse seria então o fluido vital que, na opinião de alguns, em nada difere do fluido elétrico animalizado, ao qual também se dão os nomes de fluido magnético, fluido nervoso, etc.(Livro dos Espíritos, pag 15 da introdução)

Qualificação dos Fluidos

Os fluidos não possuem qualidades, senão as que lhe impregnamos, boas ou más, através dos nossos pensamentos.
Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.
O perispírito tem a função de dar limite e relação ao espírito, permitindo a interação deste com a parte “material” da natureza. As energias e fluidos constituintes do perispírito são oriundos da metabolização das energias e fluidos do local onde está o Espírito, ou seja, o perispírito está sempre “ajustado” ao meio onde se encontra o espírito.
O perispírito, no seu componente energético, “transita” nos planos ou dimensões material e espiritual, sendo o elemento de “ajuste” ou “interligação” entre os dois planos. Como “pertence” simultaneamente aos dois planos sujeita-se, ao mesmo tempo, às Leis “físicas” características de cada uma dessas dimensões .

Perispírito

O espírito, através do perispírito, assimila energias das mais diversas, de acordo com seu estado de maior ou menor equilíbrio, físico e espiritual. O Perispírito então metaboliza essas energias nos centros de força e as distribui em nosso organismo. Essas energias se manifestam em nossa aura, formando nosso “hálito mental”. O hálito mental caracteriza as energias e fluidos que emitimos ao nosso redor, transmitindo sensações e impressões decorrentes de sua “qualidade”.
Temos vários centros de forças também conhecidos por chakras, plexos. São portas receptoras. O Perispírito é o nosso filtro, onde são armazenados as energias luminosas ou deletéricas, mas uma vez dependendo de nossa sintonia com o bem ou mal, através de nossos pensamentos. Com isso preparamos o caminho dentro das Leis Divinas ou naturais, para nossa felicidade ou desditas.

Formação e propriedades do perispírito

O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.(A Gênese, Allan Kardec, cap XIV - item 7)

Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito naturalmente variam, conforme os mundos. Dando-se Júpiter como orbe muito adiantado em comparação com a Terra, como um orbe onde a vida corpórea não apresenta a materialidade da nossa, os envoltórios perispirituais hão de ser lá de natureza muito mais quintessenciada do que aqui. Ora, assim como não poderíamos existir naquele mundo com o nosso corpo carnal, também os nossos Espíritos não poderiam nele penetrar com o perispírito terrestre que os reveste. Emigrando da Terra, o Espírito deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo onde vai habitar. (A Gênese, Allan Kardec, cap XIV –item 8 )

Substancia do Perispírito

Pergunta. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?

Resposta. “Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

Perispírito em A Gênesis – Allan Kardec

Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atraí por uma força irresistível, desde o momento da concepção. A medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra.
Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior. (A Gênesis, cap IX – Allan Kardec)

Perispírito em O Livro dos Mediuns – Allan Kardec

Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto. Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos, pode ele sofrer modificações que o tornem perceptível à vista, quer por meio de uma espécie de condensação, quer por meio de uma mudança na disposição de suas moléculas. Aparece-nos então sob uma forma vaporosa. (Item 105. O Livro dos Médiuns)

O que entendemos por Magnetismo?

“A força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias." (Livro dos Médiuns – Médiuns Curadores – item 176)

“Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? "Faria coisas que consideraríeis milagre." (sub-item 4 do item 176 – O Livro dos Médiuns)

Quando duas mentes entram em sintonia uma de forma passiva e outra ativa, estabelece-se aí, uma corrente mental cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o "ativo" exerce influência sobre o "passivo".

A isso denominamos magnetização.

Magnetismo - Livro dos Médiuns

Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo, mas inexplicado até hoje: o da mudança das propriedades da água, por obra da vontade.
O Espírito atuante é o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que, como atrás dissemos, e a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo, donde o efeito curativo da ação magnética, convenientemente dirigida.
Sabe-se que papel capital desempenha a vontade em todos os fenômenos do magnetismo. Porém, como se há de explicar a ação material de tão sutil agente? A vontade não é um ser, uma substância qualquer; não é, sequer, uma propriedade da matéria mais etérea que exista. A vontade é atributo essencial do Espírito, isto é, do ser pensante. Com o auxílio dessa alavanca, ele atua sobre a matéria elementar e, por uma ação consecutiva, reage sobre seus compostos, cujas propriedades íntimas vêm assim a ficar transformadas.

Tanto quanto do Espírito errante, a vontade é igualmente atributo do Espírito encarnado; daí o poder do magnetizador, poder que se sabe estar na razão direta da força de vontade. Podendo o Espírito encarnado atuar sobre a matéria elementar, pode do mesmo modo mudar-lhe as propriedades, dentro de certos limites. Assim se explica a faculdade de cura pelo contacto e pela imposição das mãos, faculdade que algumas pessoas possuem em grau mais ou menos elevado. (Veja-se, no capítulo dos Médiuns, o parágrafo referente aos Médiuns curadores. Veja-se também a Revue Spirite, de julho de 1859, págs. 184 e 189: O zuavo de Magenta; Um oficial do exército da Itália.) (O Livro dos Médiuns).

Segundo Kardec, a ação fluídica se transmite de perispírito a perispírito, e deste ao corpo material. (Rev. Espírita - Ano Viii - Setembro 1865 - Volume 9 - Pag. 258).
Tal assertiva é hoje comprovada cientificamente, o que demonstra o papel importantíssimo do perispírito na economia orgânica. A comprovação temos em várias obras e principalmente no livro de Sheila Ostrander e Lynn Shoroeder, "Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro", à pag. 243, quando nos diz: "Os trabalhos preliminares com a fotografia Kirlian até agora parecem indicar que a cura psíquica envolve uma transferência de energia do corpo bioplasmático do curador para o corpo bioplasmático do paciente.
Sendo o intermediário entre o corpo e o espírito o perispírito possui esta característica de receptor e transmissor.
As mudanças ocorridas nesse nível finalmente se refletem no corpo físico e, segundo se afirma, curam-no.

Que é o Corpo Bioplasmático, energético, da ciência?

Nada mais que o Perispírito, que Kardec nos revelou há 142 anos.
Assim é que segundo Kardec, o passe, é a transferência de fluidos de perispírito para perispírito. (A Gênese - Cap. Xiv - Item 31).
No movimento espírita, existem outros conceitos, tais como:
"É uma transfusão de energias psíquicas..." (Emmanuel - O Consolador - questão 99)
"Não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos". (André Luiz - Opinião Espírita - cap. 55)
"...O passe é transfusão de energias fisio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício". (Emmanuel - Segue-me - cap. O PASSE).



A FÉ E SUA INFLUÊNCIA NOS PROCESSOS DE CURAS

Verificamos três importantes assuntos no campo do passe, que são também deveras preponderantes para que a ação fluídica transmitida ao enfermo possa gerar profundo restabelecimento.
O poder da fé demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível.
Daí decorre que, aquele que, a um grande poder fluídico normal, junta a FÉ, pode só pela força de sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros mais, tidos antigamente por prodígios, milagres, mas que não passam de efeitos de uma lei natural, tal o motivo que levou a Jesus dizer a seus apóstolos: "Se não curastes, foi porque não tendes fé". (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap 7).

Na verdade, não há muito o que interpretar destas palavras de Kardec; apenas queremos aqui ressaltar a ponte existente entre a fé e a ação fluídica por obra da força de vontade. Torna-se desnecessário dizer, que na ausência da fé, por parte do passista, é a anulação prática de seu poder fluídico e, no paciente é a falta do catalisador fundamental do restabelecimento. Conforme Kardec nos assevera: "Entende-se por fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim.". A fé que compreendendo o mecanismo de atuação acredita patentemente na assistência invisível no momento da ação fluídica. Não vamos confundir a fé com presunção, pois a fé é humilde.
Tanto quem doa como também quem recebe esta fé deverá ser uma diretriz muito importante no resultado das atividades fluidoterápicas.


MERECIMENTO

Para podermos em profundidade entender o merecimento faz-se necessário recorrer à teoria da reencarnação. Como esse tema, por si só, comporta muitos volumes e não é o nosso objetivo nesse estudo, nos limitaremos a um raciocínio de Kardec, simples e por demais objetivo, o qual se não leva os descrentes a aceitar a reencarnação, pelo menos os induz a pensar e reconhecer, logicamente que sua possibilidade é mais racional e justa que sua negação pura e simples.
"Por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias (doenças incuráveis ou de nascença, mortes prematuras, reveses da fortuna, pobreza extrema, etc.) são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na visa atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente a esta." (Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap 5)

Isso posto, afiançamos que a questão do merecimento está diretamente ligada aos débitos do passado, tanto desta quanto de outras vidas, como aos esforços que vimos empreendendo para nos melhorarmos física, psíquica, moral e espiritualmente.
Porventura, se na vida anterior envolvemos a nós mesmos em pesados delitos, tendo comprometido igualmente nosso perispírito, teremos que assumir também as conseqüências de tais mazelas. Sendo o nosso órgão espiritual comparado a uma esponja que a tudo absorve, seguramente transferirá ao novo corpo as deficiências localizadas, as quais, dependendo da extensão e gravidade das faltas, demorarão para se re-harmonizar, envolvendo-nos no aprendizado de valorização das reais finalidades orgânicas.

Por outro lado, se temos qualquer problema, que tomamos aqui, o fumo, e devido a esse fumo temos problemas pulmonares e queremos nos tratar, mas não largamos o cigarro, por mais ingentes sejam os esforços fluídicos empregados para o restabelecimento, tudo redundará em falhas ou ineficiência, no mesmo caso acontece, com os problemas psíquicos (cármico), e não nos esforçamos por melhorar nosso mundo mental, nosso padrão vibratório, nosso campo psíquico, dificilmente conseguiremos atingir nosso desiderato. Situações tais, vulgarmente chamadas de "ausência de merecimento", são fatores a serem considerados nos tratamentos fluidoterápicos.

Como a situação da falta de merecimento está vinculada diretamente com nossa inferioridade, poucos são os que aceitam tal explicação com tranqüilidade, pois, mesmo sendo quem somos, nos acreditamos melhores do que na realidade o somos e , por isso mesmo queremos "driblar" a espiritualidade fazendo rápidas e curtas e diria também sem sentimentos boas ações, com isso imaginando adquirir a "senha" do merecimento. E Aí, verificamos algumas opiniões sobre os passistas, no sentido de que eles não são "bons", não estão "amparados pelos espíritos", que não "servem para tal", e outras mais, todavia costumeiramente nos esquecemos que às vezes existe maior merecimento em continuar enfermo do que saudável.

Finalizando, diremos que não existe tratamento impossível, pitadas de altivez, animo, força de vontade, crescimento moral, fé são também disposições que permitimos a nós mesmo para uma futura melhoria física ou espiritual. E lembrando a máxima de Jesus que "a fé transporta montanhas".

A VONTADE

Iniciemos seu estudo com Kardec: "Sabe-se que papel capital desempenha a vontade em todos os fenômenos do magnetismo, porém, como há de explicar a ação material de tão sutil agente?

- A vontade é atributo essencial do espírito. Com o auxílio dessa alavanca, ele atua sobre a matéria elementar e, por ação consecutiva, reage sobre seus compostos, cujas propriedades íntimas vêm assim a ficar transformadas. Tanto quanto do espírito errante, a vontade é igualmente atributo do espírito encarnado; daí o poder do magnetizador, poder que se sabe esta na razão direta da força de vontade. Podendo o espírito encarnado atuar sobre a matéria elementar, pode do mesmo modo mudar-lhe as propriedades, dentro de certos limites. (Livro dos Médiuns, cap 8, item 131).

A clareza e a objetividade destas palavras não nos deixam dúvidas. Tratam desde a origem, a sede da vontade, até seu alcance, sua desenvoltura, ligando-lhe a intensidade tais sucessos magnéticos da cura. A vontade, não podendo ser confundida como uma técnica em si, é a propulsora da ação fluidoterápica por excelência, tanto em nível de emissão fluídica como de recepção. Falamos recepção, pois também somos conhecedores que a vontade firme de receber absorve com maior profundidade e eficiência a ação fluídica do magnetizador e dos espíritos envolvidos na tarefa.
E os espíritos ainda, nos garantem que ela (a vontade) pode ser aumentada por suas influências e ajuda, indiretamente confirmando-nos que, de fato, somos por eles dirigidos. (Livro dos Espíritos, questão 459).

"Compreendemos que a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus próprios estados de mentalização indutiva, atraindo para si mesmo os agentes de luz ou de sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade". (André Luiz, Mecanismos da Mediunidade, cap 4 - Indução mental).

Então verificando todo o explanado acima, concluímos generalizando que só seremos bons passistas se, além dos caracteres anteriormente já analisados, possuirmos uma vontade firme e ativa, a qual é construída com ação e vivência consciente, e não só com palavras.

O PASSISTA

"A mediunidade curativa consiste no dom que certas pessoas têm de curar pelo simples toque, pelo olhar ou por um gesto. Sem o concurso de qualquer medicação, sendo o médium um intermediário entre os espíritos e o homem. (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, cap 14)


Todos, com maior ou menor intensidade, poderão prestar concurso fraterno, nesse sentido - e, porquanto, revelada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam indiretamente a neófito, utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o próprio valor.
Todavia nas atividades de assistência espiritual, o passe é das tarefas mais delicadas, exigindo muito critério, responsabilidade e boa vontade. Os médiuns precisam revelar algumas qualidades de ordem superior entre as quais destacamos, como ideal a ser perseguido, as seguintes: (André Luiz, em Missionários da Luz, cap 19).

Ter grande domínio sobre si mesmo
Espontâneo equilíbrio dos sentimentos
Acendrado amor aos semelhantes
Alta compreensão da vida
Profunda confiança no Poder Divino

O passista é aquele que ministra o passe. Ser um passista espírita é uma tarefa de grande responsabilidade, pois trata-se de ajudar e abençoar as pessoas em nome de Deus. Pessoas carentes e sedentas de melhoria procuram no centro espírita o recurso do passe como forma de alívio das pressões psicológicas e sustentação para suas forças morais e físicas.

O passista não precisa ser um santo, mas necessita esforçar-se na melhoria íntima e no aprendizado intelectual, conforme acima vemos. Armado do desejo sincero de servir, quase todos os iniciantes podem trabalhar neste sagrado ministério. O passista deve procurar viver uma vida sadia, tanto física quanto moralmente. Aos poucos, os vícios terrenos têm que ceder lugar às virtudes. O uso do cigarro e da bebida devem ser evitados. Como o passista doa de si uma parte dos fluidos que vão fortalecer o lado material e espiritual do necessitado, esses fluidos precisam estar limpos de vibrações deletérias oriundas de vícios.

No aspecto mental, o passista deve cultivar bons pensamentos no seu dia-a-dia. O orgulho, o egoísmo, a maledicência, a sensualidade exagerada e a violência nas atitudes devem ser combatidos constantemente. A Espiritualidade superior associa equipes de Benfeitores aos trabalhadores que se esforçam, multiplicando-lhes a capacidade de serviço.
A fé racional e a certeza no amparo dos bons Espíritos são sentimentos que devem estar presentes no coração de todos os passistas. É fundamental no trabalho de passe, doar-se com sinceridade à tarefa sob sua responsabilidade, vendo em todo sofredor uma alma carente de amparo e orientação.

O passista não deve ter preferência por quem quer que seja. Seu auxílio deve ser igualmente distribuído a todas as criaturas. As elevadas condições morais do passista são fundamentais para que ele consiga obter um resultado satisfatório no serviço do passe.

Portanto, todos podemos ministrar passes, porém é necessário um mínimo preparo moral a fim de que a ajuda seja o mais eficaz possível. Como todas as tarefas realizadas dentro do centro espírita, esta também carece de cuidados e atenção por parte de quem se propõe a executá-la.
“Como a todos é dado apelar aos bons Espíritos, orar e querer o bem, muitas vezes basta impor as mãos sobre a dor para a acalmar; é o que pode fazer qualquer um, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Setembro, 1865).


CONDIÇÕES FÍSICAS DO PASSISTA

Deste ponto de visualização, poderia parecer à primeira vista que apenas aqueles que têm bom condicionamento físico são passíveis de aplicar passes. É fora de dúvidas que uma saúde perfeita, um corpo sem doenças, favorecerá enormemente na função de uma boa doação fluídica, transmitindo de uma forma mais harmônica e profunda os fluidos salutares. Mas, por todo o estudo que até aqui sintetizamos, é bem fácil verificar que isso não é tudo; afinal, são inumeráveis os casos de pessoas que são socorridas por outras mais débeis e frágeis fisicamente, mas, nem por isso, os alcances são menos expressivos.

Todavia, neste trabalho, de modo algum estamos querendo menosprezar o valor do equilíbrio orgânico do médium passista, notadamente daquele que doa as suas próprias energias.
Vejamos como pensa Michaelus em seu Livro Magnetismo Espiritual: " Um corpo sem saúde não pode transmitir aquilo que não possui; a sua irradiação seria fraca, ineficaz e mais nociva do que útil, para si e para o doente".

"Deve-se, entretanto, distinguir entre uma pessoa incessantemente doente da que é apenas atingida de uma doença local, um mal de estômago, dos rins, etc., embora de caráter crônico." (Michaelus, no mesmo livro, cap 7).

Apesar de parecer contraditório, a saúde é importante ser velada, mas, de igual modo, não é tudo. Afinal, como o fluxo magnético provém não só do corpo senão essencialmente da alma, é desta que devemos cuidar em primeiro lugar. Só que é indissociável o cuidar de uma sem o zelar da oura. Outrossim, o estado físico, por si só, não diz tudo o que precisa ser observado; já dissemos em outros capítulos, que a mentalização negativa destrói, desintegra, perturba nossos campos fluídicos equilibrados e equilibrantes, donde fácil concluir que o físico não é sobrevalente ao estado mental.

De forma alguma, como já expressamos acima, queremos dizer que o zelo pela saúde não seja necessário, pois, o é realmente. Em primeiro lugar por estarmos cuidando do veículo de manifestação de nosso espírito na terra, para através dele poder aprender, viver e obrar. Em segundo lugar que aquele que doa algo, deverá profundamente se preocupar com o que estar doando, para que não prejudique aquele que recebe, ao invés de o ajudar.

Preocupamo-nos aqui, também com a alimentação, pois conforme André Luiz nos diz em seu Livro Missionários da Luz, cap 19: " "O excesso de alimentação produz odores fétido, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago prejudicando as faculdades radiantes devido às desarmonias que geram no aparelho gastrointestinal. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares".

A saúde, como podemos verificar, é uma das condições primordiais para o trabalho do passe. Se o médium não tem uma saúde, ao menos, harmônica, como poderá transmiti-la?.
Os fluídos que saem através do passista é lógico que vão impregnados de saúde ou de mazelas segundo a situação de que o médium se encontre.
A vontade que movimenta os fluidos regeneradores, capazes de re-harmonizar o perispírito ou o organismo enfermiço, pode manipular fluidos deletérios pelo mesmo mecanismo, criando ou até mesmo acentuando males em curso de instalação ou de desenvolvimento. O passista poderá receber fluidos puros, estes, porém, serão tisnados ao contato de suas próprias emanações individuais que lhe alteram o teor regenerativo, poluindo-os antes de transferi-los ao amigo enfermo.

CONDIÇÕES MORAIS

Fazendo uso das palavras do Codificador em o Livro dos Médiuns, cap 20, compreendemos de uma maneira mais alargada a função da moral em torno do passe:

" Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. A alma exerce sobre o espírito livre um espécie de atração, ou repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. As qualidades, que de preferência, atraem os bons espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria. Além disso, a porta que os espíritos imperfeitos exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades".

Na Revista Espírita de Outubro de 1867, Kardec publicou uma mensagem do Abade Príncipe de Hohenlohe muito interessante:

"Conforme o estado de vossa alma e as aptidões do vosso organismo, podeis, se Deus vo-lo permitir, tanto curar as dores físicas quanto os sofrimentos morais, ou ambos. Duvidais de ser capaz de fazer uma ou outra coisa, porque conheceis as vossas imperfeições . Mas Deus não pede a perfeição, a pureza absoluta dos homens da terra. A esse título, ninguém entre vós seria digno de ser médium curador. Deus pede que vos melhoreis, que façais esforços constantes para vos purificar e vos leva em conta a vossa boa vontade. Melhorai-vos pela prece, pelo amor ao Senhor, de vossos irmãos e não duvideis que o Todo-Poderoso não vos dê as ocasiões freqüentes de exercer vossa faculdade mediúnica. Até lá orai, progredi pela caridade moral, pela influência do exemplo".

Noutra oportunidade o Codificador indagou ao espírito Annonay, sonâmbula de uma lucidez notável, a qual ele conhecera quando encarnada: (Revista espírita, Março de 1859)

O poder magnético do magnetizador depende de sua constituição física?

Sim, mas muito de seu caráter. Numa palavra, depende de si próprio.

Quais as qualidades mais essenciais para o magnetizador?

O coração, as boas intenções sempre firmes; o desinteresse.


Quais os defeitos que mais o prejudicam?

As más inclinações, ou melhor, o desejo de prejudicar.


Verificamos que o fluido emanado por nós será sempre mais depurado a medida que formos mais puros e despendidos da matéria, a medida que darmos mais valor aos bens espirituais em detrimento das coisas materiais.

"As qualidades do fluido humano apresentam nuanças infinitas, conforme as qualidades físicas e morais do indivíduo. É evidente que o fluido emanado de um corpo malsão pode inocular princípios mórbidos ao magnetizado. As qualidades morais do magnetizados, isto é, a pureza de intenção e de sentimento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar o seu semelhante, aliado à saúde do corpo, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos, aproximar-se das qualidades do fluido espiritual". (Revista Espírita, Setembro de 1865).

Reflitamos no que nos diz o espírito Alexandre, em o Livro Missionários da Luz, cap 19:

"O missionário do auxílio magnético, na Crosta terrestre ou aqui em nossa esfera, necessita ter grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança no Poder Divino".

Não pensemos, todavia, que isso só se aplica aos espíritas. A moral é chave fundamental para todos os povos. "Os curandeiros, mesmo aqueles que não são vistos com os bons olhos da humanidade, inclusive uma grande parte espírita, são portadores de virtudes enobrecedoras e, sem dúvida, isso é fundamental para seus sucessos". (George W. Meek, em As Curas Paranormais ).

Através de todas estas análises, sentimos como o posicionamento moral do médium é muito importante para o sucesso de sua tarefa. Não esperemos, pois, que os pacientes sejam sempre "bonzinhos" e que os espíritos estejam sempre "na agulha" para agiram ao nosso "estalar de dedos", sem que sejamos nós os primeiros a estarmos prontos, física e sobretudo, moralmente para o trabalho. Não seria de se pensar diferente. A moral há de ter importância preponderante nos trabalhos fluídicos, já que o meio onde os fluidos são processados é basicamente mental (para não dizer espiritual). A mente determina a vibração fluídica a partir da vontade e esta libera os fluidos, tonificando-os pelos padrões psíquicos dos emissores; estes fluidos serão mais consistentes e harmonizados quanto maior equilíbrio tiver a moral dos doadores. Assim, deixando de lado as condições do receptor final (paciente), a emissão fluídica assume o cunho de pureza determinada pela moral em que vibram os emissores.


CONDIÇÕES MENTAIS

Ondas vitais, essenciais, pensamentos, idéias, desejos e etc...
Tudo isso age e reage sobre os outros seres, influenciando-os em sua vontade, sentimentos, pensamentos e atos. E tudo se reflete na radiação tonal, na aura individual, criando atmosfera boa ou má, atrativa ou repulsiva, saudável ou enfermiça. Para termos este campo vibratório em boas condições é imprescindível que tomemos conta de nosso direcionamento mental, em que diapasão estamos tratando de vibrar, para sabermos o que iremos dar e receber, facilitando ou dificultando o trabalho da espiritualidade responsável pelos trabalhos de fluidificação.
Estas condições que ora abordamos estão profundamente relacionadas com as anteriores, ou seja, as condições morais do médium passista.

Vamos ainda pensar nas condições psicológicas do médium ante o serviço do passe. Muitas publicações têm surgido em nossos tempos, sobre o poder da mente, com colocações, diríamos, nem sempre bem ponderadas. Isto porque, na maioria delas, enfatiza-se o "querer é poder", mas, atribuindo ao querer a simples repetitividade, até meio irracional, de palavras ou frases "chaves". Os médiuns hão de desenvolver condições íntimas de fé e confiança, que se adquirem com muito labor. A alma exerce sobre o espírito livre uma espécie de atração ou repulsão, conforme o grau de atitudes cultivadas existentes entre eles. A mente esta presente como ponto de muita relevância nas manifestações mediúnicas, pois o cérebro é um aparelho emissor e receptor de ondas mentais; o pensamento é um fluxo energético do campo espiritual, ou seja, se não tentarmos manter-nos em um estado constante de reforma mental, na construção de pensamentos melhores, seguramente estaremos também prejudicando esta manifestação de amor através do passe. Pois atraímos a sintonia que cultivamos.

O Cultivo da mente pura é nosso dever, já que como vimos, ela é o filtro por onde passam as benesses que favorecerão nosso próximo e, por conseguinte, a nós mesmos.


A energia transmitida pelos amigos espirituais circula primeiramente na cabeça dos médiuns (só para recordar, lembremos onde fica o Centro Coronário e qual a sua importância). O cérebro é como um aparelho emissor e receptor de ondas mentais; o pensamento é um fluxo energético do campo espiritual. A vibração é um movimento de vaivém, chama-se movimento vibratório.
Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, o grau de semelhança das emissões ou radiações mentais de dois ou mais espíritos, encarnados ou desencarnados, ou seja, afinidade moral.

Sabemos que o pensamento é um fluxo fluídico, é matéria sutil do corpo espiritual, logo é concreto e às vezes muito visível, podendo perdurar longamente em dadas circunstâncias.
Portanto o padrão vibratório é uma maneira de definir o padrão moral do espírito. Atraímos as mentes que possuem o mesmo padrão vibratório nosso, que estão no mesmo nível moral. A comunicação interespiritual é controlada pelo grau de sintonia, a qual a seu turno, decorre da afinidade moral. Temos por isso, a companhia espiritual que desejamos mediante o nosso comportamento, sentimentos, pensamentos e aspirações. Estão ao nosso redor aqueles que sintonizam conosco ou têm contas a ajustar.

É o caso e a hora de perguntar: como podemos elevar cada vez mais as nossas vibrações e, assim, aprimorar a capacidade de sintonia e vibração? - Enriquecendo o pensamento por meio do desenvolvimento da INTELIGÊNCIA; - estudo, conhecimento. SENTIMENTO; - prática do bem, serviço prestado, moralidade, em suma, auto-aperfeiçoamento pelo esforço próprio no caminho do bem. Com particular aplicação à Mediunidade, que não progride sem o aprimoramento do médium.
Em virtude do princípio de sintonia, estabelece-se uma dependência entre encarnados e desencarnados quando ambos estão perturbados e emitindo vibrações viciadas. A identidade vibratória inferior, no caso do ódio, ressentimento, tristeza, desânimo, etc., prende os desencarnados mais ou menos inconscientes do seu estado na aura magnética dos encarnados.


A INFLUÊNCIA DO PASSISTA NO PASSE

Torna-se didático enumerar os principais itens de influi por parte do passista na tarefa do passe, para os quais deve ele atentar, já que se incluem nos questionamentos de responsabilidade pessoal.

1. HIGIENE PESSOAL – Duas razões básicas impõem cuidados quanto à higiene corporal: a) os desequilíbrios a que submetemos o corpo físico são refletidos no perispírito, contribuindo para uma má qualidade dos fluidos a serem transferidos; b) os odores próprios da falta de higiene desarticulam a capacidade de concentração mental necessária ao receptor do passe.

2. VESTUÁRIO – Boa parcela dos encarnados ainda enfrenta problemas relacionados à área da sexualidade, pelo que o uso de determinadas roupas funciona como catalisador de pensamentos abusivos que destoam completamente da serenidade requerida para a câmara de passe, o que conduz à recomendação para observarmos a cautela quanto ao vestuário a ser utilizado no dia-a-dia.

3. ALIMENTAÇÃO - Pela questão 723 de "O Livro dos Espíritos", deduz-se que "permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde". Neste capítulo, cada um deve observar-se detidamente, sabendo já que todo excesso é tão mais prejudicial ainda que a relativa escassez alimentar.

4. INGESTÃO DE CARNES E CONDIMENTOS – É útil abstermo-nos dos alimentos mais condimentados e mais pesados, porque afetam os fluidos a serem doados. Além disso, quando menor a atividade do sistema digestivo, melhor será a possibilidade de contato com a Espiritualidade. Na questão 724 de "O Livro dos Espíritos", aprendemos que a abstinência de carne será meritória se a praticarmos em benefício dos outros.

5. USO DE REMÉDIOS – Sendo o medicamento considerado "simples", tais como para dor de cabeça, cólica, azia, resfriado e afins, a parcela sutilizada do mesmo que venha a ser transferida para o paciente é desprezível. O problema é a classificação de "remédio simples". Na dúvida, o recomendável é deixar de dar passe pelo período em que estiver sendo medicado. No rol dos medicamentos considerados impeditivos da participação do passista na tarefa, estão todos os que afetam o Sistema Nervoso Central.

6. ADOENTADO - O organismo doente apresenta maior dispêndio de energia para a sua manutenção e/ou maior dificuldade em absorção da mesma. Via de regra, com as exceções antes mencionadas, tal como ocorre com algumas doenças congênitas e permanentes, o ideal é o passista se afastar da tarefa até o restabelecimento adequado. Nos seguintes casos, a interrupção da atividade de passe é aconselhável: a) gripes fortes, bronquites, estados febris e doenças infecciosas em geral; b) período de gestação; c) diabete descompensada; d) período menstrual com dores ou sangramento exagerado; e) desequilíbrio emocional; f) esgotamento nervoso; g) esgotamento ou cansaço físico acentuado; h) deficiências graves do aparelho circulatório; i) dor de cabeça ou cólica intensa; j) mal-estar físico de qualquer origem; l) uso de medicação tóxica.

7. FUMO – Os resíduos do fumo no organismo desarmonizam o campo vibratório e lesionam o perispírito do passista e, por conseqüência, repercutem no corpo material. A responsabilidade do passista tem de levá-lo a reduzir ao máximo seu vício, se ainda não conseguir total abstinência, fazendo com que não fume ao menos três (3) a quatro (4) horas antes do trabalho no passe.

8. TÓXICOS - O usuário de quaisquer tóxicos não deverá participar das tarefas de doação de fluidos.

9. ATMOSFERA FLUÍDICA – A qualidade da atmosfera fluídica que envolve o passista é sempre elemento dos mais determinantes quanto aos resultados que se obtém através do passe. O passista deve, por isso, buscar permanentemente a melhoria de sua psicosfera, através de todos os meios ao seu alcance. O estudo, o trabalho, o exercício da caridade, a vigilância e a prece são algumas das ferramentas ao seu dispor para alcançar esse objetivo.

10. SEXO – A vida sexual a nível mental influencia o desempenho do passista, pois o pensamento atrai energias positivas ou negativas, conforme o que se pensa. A grosso modo, seria muito bom, principalmente no dia da tarefa, manter a "casa mental" adequadamente limpa e organizada. Nenhum artificialismo, porém, há de impor-se como regra de uso. Há circunstâncias especiais para atender, porém, desde que o sexo seja fundamentado no amor, no respeito e na responsabilidade pelos sentimentos e pela individualidade do parceiro, não pode haver qualquer incompatibilidade entre a sua prática e o exercício do passe.

11. AGITAÇÃO – Quando a pessoa abarca mais compromissos do que pode dar conta, deve se conscientizar de fazer o que lhe é mais importante, para fazer bem. A tarefa do passe exige presença assídua e dedicação. Normalmente é preferível não contar com um passista do que raramente contar com ele.

12. TRABALHO E REPOUSO – O trabalho diário do passista deve ser metodizado, sob pena de prejudicar a reserva dos bons fluidos. O repouso para dormir precisa ser no mínimo de seis (6) a sete (7) horas por noite, para que o organismo não se ressinta de fadigas não reparadas, levando em conta também que o excedente desse tempo pode ser considerado supérfluo e prejudicial.

13. IDADE - Durante o passe, há um acentuado desgaste energético do passista e, embora em um corpo saudável e equilibrado a recuperação seja rápida, é desaconselhável o trabalho do passe para pessoas muito jovens ou muito idosas. Não é possível estabelecer limites muito rígidos, já que cada organismo tem suas peculiaridades, mas como regra geral desaconselha-se a atividade para menores de dezoito (18) e maiores de setenta (70) anos.

14. MÉDIUM OSTENSIVO – Desde que observados os períodos de descanso para reposições fluídicas, o médium que participa de reuniões mediúnicas pode dar passes. No entanto, como a tarefa do passe não exige qualquer tipo de mediunidade ostensiva, é sempre um gesto de amor dar preferência a tarefeiros que não apresentem os requisitos para a mediunidade.

15. OBSESSÃO – A condição de passista não isenta da possibilidade de desequilíbrios e muito menos das obsessões. Diante das primeiras evidências de uma situação dessas, é imperiosa a interrupção dos trabalhos de passe, ocasião em que o passista passa à condição de paciente, devendo submeter-se então ao tratamento re-equilibrante e desobsessivo. É grande a responsabilidade do passista, porque, se não evitar o exercício do passe, insistindo em executá-lo, poderá transferir para o paciente aspectos de seu desequilíbrio.

16. QUANTIDADE E FREQÜÊNCIA – Durante o passe, o passista sujeita-se a significativo dispêndio de energia, liberando grande quantidade de fluido vital, facilmente recuperada, desde que se trate de um organismo saudável. A capacidade de doação fluídica tem sempre limites que devem ser atendidos, para não comprometer o equilíbrio e a saúde do organismo, porém ela varia bastante de pessoa para pessoa, sendo que cada um deve aprender até onde é capaz de ir, evitando com isso de prejudicar a si próprio e ao trabalho. Não estará o passista praticando um ato de caridade ao exceder à sua capacidade física. Isto pode até representar o oposto, na medida em que o trabalhador esgotado deixará de proporcionar energias restauradoras de que tanto necessitam aqueles que batem à porta da Casa Espírita.

QUEM RECEBE (O PACIENTE)


Conforme já foi dito, basicamente são dois os personagens que se interligam no mecanismo do passe: o receptor e o doador.
Por isso, o sucesso ou insucesso de um tratamento fluidoterápico depende, diretamente, do comportamento deles.
Ë necessário um comprometimento, não somente no momento do passe, todavia um comprometimento necessário a mudança íntima do ser, em seus atos diários, na forma de pensar e agir.
Este é um pensamento genérico, haja vista sabermos que vários fatores influem no processo, os quais nem ao menos se limitam à esfera material. Todavia no momento veremos quem recebe. Não sabemos de onde veio, por onde veio, que religião tem. Mas sabemos o essencial: ele é o nosso próximo, e está, ali necessitando de ajuda e colocando-se na condição de recebedor, que é indubitavelmente condições iniciais para qualquer tratamento, assim como o arrependimento é indiscutivelmente necessário para qualquer processo de restabelecimento de contas com a bondade Divina, todavia deverá vir juntamente com a reparação, para receber algo que esta querendo ou necessitando e principalmente se propôs a receber algo, que é para nós, os médiuns, os dirigentes e as Casas Espíritas, um bom caminho para a prática do amor fraternal, desinteressado e cristão. Portanto, mãos à obra.

Primeiro, nos conscientizemos de que devemos dar ao paciente, além do passe, tudo o mais que é da maior importância: evangelho, orientação, desmistificação do tratamento e desmistificação dos ídolos, conclamando-os à reforma interior e à compreensão dos fatos para, pelo conhecimento, não ser levado a vícios e equívocos que, embora costumeiros, são injustificáveis.
Como homens, sabemos que a administração do patrimônio orgânico é tarefa pessoal e intransferível, estando não apenas sua manutenção sobre nossa responsabilidade, mas, igualmente sua conservação dentro dos padrões de equilíbrio que a própria natureza nos indica. Emmanuel em o Consolador salienta que: “Quando, porém, o homem espiritual dominar o homem físico, os elementos medicamentosos da Terra estarão transformados na excelência dos recursos psíquicos e essa grande oficina achar-se-á elevada a santuário de forças e possibilidades espirituais juntos das almas”.

Mais uma vez nos deparamos com a prudência em analisar e principalmente nunca, descartar o tratamento da medicina convencional para alguns casos. Através do estudo, sempre conjugado à intuição espiritual, podemos avaliar a maior valência do problema do paciente para bem direcionar o tratamento.
A paciência também será grandioso instrumento para este tratamento, paciência esta, por parte do paciente e do passista.
Assim o passe é destinado a:
Alguém que procura, solicita, se esforça ou requer emergência;
Alguém que se encontra hipnotizado magneticamente, quer por força material ou por força espiritual;
Alguém que necessita de recursos terapêuticos complementar, reparatório ou preparatório;
Alguém que está sob influência obsessiva, como parte do tratamento obsessivo.


PREPARO DO PASSISTA E DO PACIENTE

Kardec (obras póstumas) nos informa que "A força magnética é puramente orgânica; pode, como a força muscular, ser partilha de toda gente, mesmo do homem perverso; mas só o homem de bem se serve dela exclusivamente para o bem... mais depurado, o seu fluido possui propriedades benfazejas e reparadoras, que não pode ter o homem vicioso ou interessado."

Analisando esta assertiva, concluímos que, para que exista um perfeito entrosamento Espírito protetor - passista, e para o Espírito que vem auxiliar possa realmente combinar o seu fluido com o fluido humano, lhe imprimindo qualidades de que ele carece, é necessário que o passista dê condições para que esse intercâmbio se faça. Condições essas de natureza física e espiritual.
A saúde do passista é uma condição primordial para a realização de um bom trabalho. Assim, como a qualidade do fluido está na razão direta do estado de evolução da alma, assim também, a maior ou menor eficiência da magnetização, depende da saúde do corpo físico; a razão é clara: um corpo sem saúde não pode transmitir aquilo que não possui.

Quanto mais equilibrado o organismo, maior o rendimento de suas energias, que serão partilhadas. De um modo geral, deve-se evitar tudo quanto implica em desgaste ou perda de energia: excessos sexuais, trabalhos demasiados, alimentação imprópria, hiperácida, bem como o álcool, a nicotina e os entorpecentes de toda a espécie.
Para o passista, na execução da tarefa que lhe está subordinada, não basta a boa vontade, como acontece em outros setores; é necessário revelar determinadas qualidades de ordem superior, apresentando grande domínio de si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acentuado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda, confiança no poder divino.

Semelhantes requisitos constituem exigências a que não se pode fugir, mas a boa vontade sincera, em alguns casos pode suprir essa ou aquela deficiência, o que se justifica em virtude da assistência prestada pelos benfeitores espirituais aos servidores humanos, ainda incompletos no terreno das qualidades desejáveis.
A prece representa elemento indispensável para que a alma do passista estabeleça comunhão direta com as forças do bem, favorecendo assim, a canalização através da mente, dos recursos magnéticos necessários das esferas elevadas.
Não se deve também abusar da magnetização, com processos prolongados ou em grandes quantidades, o que ocasiona dispêndio de fluidos, e conseqüentemente, a fadiga. Não se deve transmitir uma força já em grau de esgotamento, a qual não beneficia quem recebe, e prejudica quem transmite. Resumindo, vida sóbria e moderada, sem abusos, desequilíbrios, sem excessos e desvios, é o que se prescreve ao magnetizador.

Existem doentes, em que o magnetismo nenhuma influência exerce, e outros em que a ação desde logo é evidenciada e decisiva, por fatores devido ao magnetizador, ao magnetizado, ou a ambos.
Preparar um doente para aplicação do devido tratamento espiritual é colocá-lo em estado de perfeita harmonia com a fé em Deus. Alguns itens deverão ser observados para a preparação do paciente, tais como o ambiente familiar, a sua posição mental e o estado espiritual.
O principal agente de cura reside no próprio doente: é o desejo de transformação interior, e a elevação mental. Com isso, muito mais eficiente será a ação da magnetização, e do auxílio do mundo espiritual superior, far-se-á mais naturalmente.
O magnetismo, em certos estados de ordem psíquica ou espiritual, basta e pode ser o melhor agente corretivo. Porém não se pode ter o magnetismo, como agente curador exclusivo, para a maioria dos casos e dos indivíduos. É preciso atentar para o corpo já afetado, e principalmente, para problemas cármicos, quando então o magnetismo atuará como renovador de energias, para que possa se suportar com fé e equilíbrio, as expiações de vidas pretéritas.

O PASSE

Divaldo Franco nos responde, no livro Diretrizes de Segurança, que o Passe significa, no capítulo da troca de energias, o que a transfusão de sangue representa para a permuta das hemácias, ajudando o aparelho circulatório.
O Passe é essa doação de energias que nós colocamos ao alcance dos que se encontram com deficiências, de modo que eles possam ter centros vitais re-estimulados e, em consequêncla disso, recobrem o equilíbrio ou a saúde, se for o caso.
Então, para acontecer o Passe Espírita, ali se postam o receptor, o aplicador do passe ou o passista e o espírito encarregado da tarefa junto ao passista.
O Passe que nós aplicamos, nos Centros Espíritas, decorre da sintonia com os Espíritos Superiores, o que convém considerar sintonia mental, não uma vinculação para incorporação.

Passe magnético

“O passe magnético tem uma técnica especial, conhecida por todos aqueles que leram alguma coisa sobre o mesrnerismo. É transfusão da energia do doador, do agente.” (Livro Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixeira, FRATER Editora)

Os Benfeitores nos explicam que o Passe Magnético é transfusão de energias espirituais, que são transferidas do aplicador (passista) para o receptor do Passe, desde que este esteja em condições de receber–lo.

P. Como podemos encarar o Passe magnético no campo espírita, do ponto de vista da medicina humana?
R. — Em verdade, para conseguirmos alguma idéia precisa no dicionário terreno, com respeito ao poder do fluído magnético, que constitui por si emanação controlada de força mental sob a alavanca da vontade, será interessante figurar o nosso veículo de manifestação como sendo o Estado Orgânico em que nos expressamos na condição de Espíritos imortais, em multifária graduação evolutiva.
Semelhante esfera celular, para a nossa conceituação mais simples na técnica fraseológica das criaturas encarnadas, pode ser dividida em duas partes essenciais — o hemisfério visível ou campo somático e o hemisfério por enquanto invisível na Terra ao sensório comum, ou campo psicossomático. (Na coleção Andre Luis temos muitas explicações da visão manifesta nos campos psicossomáticos, explicados a Andre Luis pelos Benfeitores que o elucidam. A. L. quando encarnado nem tinha noção da existência visualizada do psicossoma e nunca houveram estudos sobre.)

No primeiro, temos o comboio fisiológico tangível, capaz de oferecer positivos elementos de estudo à perquirição histológica.
No segundo, encontramos o perispírito da definição kardequiana, ou corpo espiritual, que preside a todas as formações do cosmo físico. Pelo passe magnético, no entanto,
Aplicação das cargas energéticas refazentes notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável.
Assim é que orar em nosso favor é atrair a Força Divina para a restauração de nossas forças humanas, e orar a benefício dos outros ou ajudá-los, através da energia magnética, à disposição de todos os espíritos que desejam realmente servir, será sempre assegurar-lhes as melhores possibilidades de auto-reajustamento, compreendendo-se, porém, que se o amor consola, instrui, ameniza, levanta, recupera e redime.

Todos estamos condicionados à justiça a que voluntariamente nos rendemos, perante a Vida Eterna, justiça que preceitua, conforme o ensinamento de Nosso Senhor Jesus-Cristo, seja dado isso ou aquilo a cada um segundo as suas próprias obras”, cabendo-nos recordar que as obras felizes ou menos felizes podem ser fruto de nossa orientação todos os dias e, por isso mesmo, todos os dias será possível alterar o rumo de nosso próprio roteiro. (Livro Evolução em Dois Mundos, Cap. 35, André Luis—Francisco Candido Xavier)

Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o paciente. Pode-se dizer que é uma transfusão fisio-psíquicas, que resulta na troca de elementos vivos e atuantes, recurso fundamental para re-harmonização do perispírito.



Diferenças entre o Passe Magnético e o Passe Espiritual

Os técnicos em magnetismo são os Espíritos. Nós somos instrumentos motivados pelo amor ao nosso próximo. Há, numa Casa Espírita bem organizada, toda uma equipe espiritual coordenando o trabalho da bio-energia na Câmara ou Sala reservada aos Passes.
Os espíritos, para ajudarem, principalmente no socorro pelo Passe, não necessitam, compulsoriamente, de retirar o fluido do médium, nele incorporando. Podem manipular, extrair energia, sem o desgastar, não sendo, pois, necessário o transe.

O passista em sintonia com o Benfeitor, carreia sua energias magnéticas do próprio passista ao receptor, e juntamente neste momento, o Benfeitor carreia através do Passista, as energias espirituais para o receptor.
O aplicador do Passe, bem preparado e sintonizado com os Benfeitores, consegue oferecer uma ajuda ao necessitado, de uma importância que o receptor sente-se revigorar, fortalecer-se, abastecido que foi pelas energias recebidas.

“A Psicoterapia dos Passes, da renovação moral do paciente e do esclarecimento da personalidade subjugadora, conseguem liberar a vítima, que deverá passar a envidar esforços para conquistar um elenco de recursos morais, nos quais estejam luzindo a caridade e a compaixão.” (Livro S.O.S. Família - Divaldo Franco, Joanna de Angelis - Mensagem 19,LEAL Editora

Como se da a atuação direta do Passe?

Podemos dizer que o Passe atua diretamente sobre o perispírito, agindo formas diferentes:

1. Mecanismo de assepsia, na limpeza do campo vibratório do paciente para o
recebimento de energias salutares. Facilitando até a maior absorção dessas
energias.
2. Revitalizador, compondo as energias perdidas
3. Dispersante
- Eliminando os excessos e distribuindo de uma maneira igual os fluidos doados
ao longo do campo vibratório e por todos os chakras.
4. Auxiliando assim, na
cura das enfermidades, a partir do reequilíbro do perispírito.


O Passe facilita o paciente absorver essas energias fluídicas

O Passe atua diretamente sobre o perispírito, fazendo uma limpeza, uma higienização no campo vibratório do paciente, para que este possa absorver melhor os recursos da Terapia do Passe, como também, estará em melhor condições para receber os medicamentos alopáticos prescrito no casos de pacientes em tratamento de saúde física, muitas vezes a medicação deixa um efeito desconfortável para o corpo físico, mas necessário para a cura do paciente.

Pensamento e Vontade

No Livro de Ernesto Bozzano (1862-1943) “Pensamento e Vontade” são nos oferecido estudos fantásticos da máquina geradora que é o nosso pensamento.

O L.E. - O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
R. “Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)

Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. (A Gênese Allan Kardec - Capítulo XIV)
Na questão 459 de O Livro dos Espíritos, os Benfeitores nos esclarecem que “A rigor,somos dirigidos pelos Espíritos bons ou maus, 24 horas por dia, pela influência em nossos pensamentos e atos”. Daí a necessidade de nossa vigilância constante em nossos pensamentos e ações para que possamos sempre ter a boa assessoria, a boa inspiração e ajuda dos nossos Anjos Guardiães, que são nossos Benfeitores, em nossos objetivos nobres de atender aos que buscam uma palavra amiga, aos que buscam o Passe Espírita. Vejamos a questão 457 de O livro dos Espíritos

“Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?”
Resposta dos Benfeitores - “Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

Alavanca da Vontade

Reconhecemos que toda criatura dispõe de oscilações mentais próprias, pelas quais entra em combinação espontânea com a onda de outras criaturas desencarnadas ou encarnadas que se lhe afinem com as inclinações e desejos, atitudes e obras, no quimismo inelutável do pensamento.
Compreendendo-se que toda partícula de matéria em movimentação se caracteriza por impulso inconfundível, fácil ser-nos-á observar que cada Espírito, pelo poder vibratório de que seja dotado, imprimirá aos seus recursos mentais o tipo de onda ou fluxo energético que lhe define a personalidade, a evidenciar-se nas faixas superiores da vida, na proporção das grandezas morais, do ponto de vista de amor e sabedoria, que já tenha acumulado em si mesmo.
E para manejar as correntes mentais, em serviço de projeção das próprias energias e de assimilação das energias alheias, dispõe a alma, em si, da alavanca da vontade, por ela vagarosamente construída em milênios e milênios de trabalho automatizante. (Mecanismos da Mediunidade - André Luiz).
Com toda a boa vontade que tenhamos, é importante conhecermos como será a atuação do Passe nos diversos centros de força do corpo, conhecidos por chakras ou plexos.



Centros de Forças ou Chakras

Allan Kardec não fez citação destes termos nas obras básicas, mas devido sua importância para o trabalho da Terapia Espírita pelos Passes, é importante conhecer um pouco onde se situam. No Livro “Entre a Terra e o Céu”, Andre Luis nos informa sobre isso.
“Os plexos e gânglios, ligados a uma série de centros de força, denominados chakras na literatura oriental são os pontos de ligação no perispírito ao sistema nervoso.”
Os Centros de Força são acumuladores e distribuidores de força energética espiritual situados no corpo etéreo por onde transitam os fluidos energéticos do Espírito encarnado.
Explicando melhor, André Luiz em “Nos Domínios da Mediunidade, capítulo 11, nos diz:” — “Com o auxílio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou corpo astral estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o duplo etérico, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora.”

Conhecendo os Centros de Força ou Plexos, ou chakras

A palavra chakra é de origem sânscrita, e se traduz pelo termo roda. Preferimos nos utilizar da nomenclatura usada por Andre Luiz, como Centros de Força.
Atuando nos centros do perispírito, por vezes efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa. (Entre a Terra e o Céu, cap 5)
“O Ministro, paternal, fê-la deitar-se e aplicou-lhe recursos magnéticos sobre os centros corticais.” (Entre a Terra e o Céu, cap 12)
“...Clementino, findo o preparo da água medicamentosa, consagrou-lhes maior carinho,aplicando-lhes passes na região frontal”... (Nos Domínios da Mediunidade – Cap. 12)


Continuando, buscamos exemplos na Obra de Andre Luis, psicografado por Francisco Candido Xavier, Entre a Terra e o Céu, capítulo 20.
“O nosso corpo de matéria rarefeita está íntimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo electromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Nossa posição mental determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, consequentemente, o «habitat» que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório..”
As energias espirituais são muito mais intensas e interferem diretamente sobre as demais, tendo prioridade sobre estas. Para que a interação energética venha a se efetivar, os centros de força possuem correspondência e tem domínio sobre determinadas regiões do corpo físico, através dos Sistemas Orgânicos.

Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre.
Temos, assim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o «centro coronário» que, na Terra, é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Esse centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência.... devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos electromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.
Logo após, anotamos o “centro cerebral” chamado também de frontal, contíguo ao “centro coronário”, que ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber.
É no «centro cerebral» que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos. Em seguida, temos o «centro laríngeo», que preside aos fenômenos vocais, inclusive às atividades do timo, da tireóide e das paratireóides. Logo após, identificamos o «centro cardíaco», que sustenta os serviços da emoção e do equilíbrio geral.

Prosseguindo em nossas observações, assinalamos o «centro esplênico» que, no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos. Continuando, identificamos o «centro gástrico», que se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização e, por fim, temos o «centro genésico», em que se localiza o santuário do sexo, como templo modelador de formas e estímulos. (Entre a Terra e o Céu, cap 20)

A Prece

A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. (Nos Domínios da Mediniunidade – Andre Luis,Francisco C. Xavier, Cap 17 – Serviço de Passes)

“Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados por Inteligências capazes de sintonizar com o nosso apelo, à m a n e i r a d e e s t a ç õ e s receptoras.” (Entre a Terra e o Céu, cap 1)

Amparo Espiritual na Aplicação do Passe

“Esse ou aquele cooperador que desistam de aprender, incorporando novos conhecimentos, condenam-se fatalmente às atividades de subnível, todavia, em se tratando do socorro magnético, tal qual é administrado aqui, convém lembrar que a tarefa é de solidariedade pura, com ardente desejo de ajudar, sob a invocação da prece. E toda oração, filha da sinceridade e do dever bem cumprido, com respeitabilidade moral e limpeza de sentimentos, permanece tocada de incomensurável poder. Analisada a questão nestes termos, todas as pessoas dignas e fervorosas, com o auxílio da prece, podem conquistar a simpatia de veneráveis magnetizadores do Plano Espiritual, que passam, assim, a mobilizá-las na extensão do bem.” (Nos Domínios da Mediniunidade – Andre Luis, Francisco C. Xavier, Cap 17 – Serviço de Passes)



OFERECENDO O PASSE NAS CASAS ESPÍRITAS

Considerando que, algumas pessoas comparecem pela primeira vez, e nunca tomaram Passe, desconhecendo mesmo o que se passa, é importante que o dirigente da reunião ao final da palestra, use poucos minutos para informar o seguinte:

1. Passaremos agora a aplicação dos Passes.
2. Convidamos todos os que
desejarem receber o Passe.
3. Aqueles que não desejarem poderão permanecer
em prece, auxiliando a tarefa do Passe.
4. O Passe é uma doação de energias,
como já fazia Jesus, pela imposição das mãos.
5. De olhos fechados alguns se
sentem mais confortáveis, mas nada impede que os que assim o desejarem
permaneçam de olhos abertos.
6. Ao receberem o Passe, procurem pensar em
Jesus e em suas necessidades íntimas.
7. No momento do Passe a pessoa que
está recebendo o Passe que é beneficiada, portanto, centralizem os pensamentos
em si próprios.
8. Os que de olhos fechados sentirem alguma coisa, abram os
olhos e assim permaneçam até ao final da aplicação.
9. Em seguida, será
oferecida água fluidificada a todos.


PREPARANDO-SE PARA SER APLICADOR DO PASSE

A primeira e mais importante condição para ser um aplicador da Terapia de ajuda espiritual pelo Passe, é trabalhar em sua própria depuração, reforma íntima, através da moral e ética. Com isso, o passista não estará sujeito a alterações dos fluidos salutares que estará por transmitir.

"Se pretendes, pois, guardar as vantagens do Passe, que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro".(Francisco C. Xavier- Emmanuel, livro "Segue-me").

Fatores morais e espirituais que prejudicam a aplicação do Passe:

Ressentimentos, egoísmo, orgulho, vaidade, cupidez, desonestidade, adultério,
etc.
Fatores negativos físicos que prejudicam a aplicação do Passe:
Uso
do cigarro e do álcool;
Desequilíbrio nervoso e de Comportamento;
Alimentação inadequada.


O aplicador que não estiver equilibrado, em boa sintonia com os Benfeitores não deverá aplicar Passes, pois passará ao receptor (paciente) cargas deletéricas, e neste caso dará trabalho a Espiritualidade equilibrar a tarefa para não prejudicar o paciente.

Preparando-se para a tarefa

ALIMENTAÇÃO

Cuidados com os desconforto causados:
por
Excesso/Falta
Sonolência

LEITURA

Auxilia a concentração.
Enriquece c/ imagens positivas


PRECE

Abre os canais mentais.
Sintonia.



Aplicando o Passe

“Enfermos de variada expressão entravam esperançosos e retiravam-se, depois de atendidos, com evidentes sinais de reconforto. Das mãos de Clara e Henrique irradiavam-se luminosas chispas, comunicando-lhes vigor e refazimento. Na maioria dos casos, não precisavam tocar o corpo dos pacientes, de modo direto. Os recursos magnéticos, aplicados reduzida distância, penetravam assim mesmo o «halo vital» ou a aura dos doentes, provocando modificações subitâneas.”

“Os passistas afiguravam-se-nos como duas pilhas humanas deitando raios de espécie múltipla, a lhes fluírem das mãos, depois de lhes percorrerem a cabeça, ao contacto do irmão Conrado e de seus colaboradores.”

“...O quadro era efetivamente fascinador pelos jogos de luz que apresentava. ”(Nos Domínios da Mediniunidade – Andre Luis, Francisco C. Xavier, Cap 17 – Serviço de Passes)



Sem rituais

O Passe Espírita não necessita das encenações, vestimenta especial de cor branca em que eram usadas geralmente em antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. A eficácia do Passe Espírita depende dos Benfeitores, da assistência espiritual ao Aplicador do Passe e não dele mesmo. A antiga maneira padronizada na aplicação dos Passes com classificações, numerações para cada tipo de Passe, derivam das teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já superado.
Os Benfeitores que laboram nesta área, não aprovam nem ensinam rituais na aplicação do Passe, mas apenas convidam à prece e a imposição das mãos como fazia Jesus. Simplicidade em todas as Casas Espíritas que preparam seus aplicadores.
Toda a encenação preparatória do Aplicador do Passe, tais como mãos erguidas ao alto e abertas em forma de antenas, para suposta captação de fluidos, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, descruzar braços e pernas para não atrapalhar a circulação das energias, e para melhor assimilação fluídica, nada tem a ver. Devagar vai-se educando o receptor, o paciente sobre isso, pois muitos ainda estão acostumados a se portarem de tal maneira porque assim é que se fazia.
Somente os Benfeitores Espirituais tem conhecimento da real situação e das necessidades prementes do receptor, o paciente. Somente os benfeitores Espirituais sabem das possibilidades de ajudá-lo diante de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita.


Corrente de Oração

“Logo após, o Assistente, Hilário e eu, de maneira instintiva, estabelecemos uma corrente de oração, sem prévia consulta, e nossas forças reunidas como que fortaleciam o Instrutor, que, demonstrando fisionomia calma e otimista, passou a operar, magneticamente, aplicando passes dispersivos no companheiro em prostração. “ (Página 41 Livro Ação e Reação – André Luis – Francisco Candido Xavier)

Passe Forte(?) - Questão de organização e conhecimento

As pessoas sem conhecimento sobre as energias fluídicas, que não são espíritas, mas gostam de ir receber o Passe Espírita, gostam de ir receber a água benta na Igreja, vão ao Seisho-No-Ie, ou outro local... quando vão a uma Casa Espírita e recebem um Passe onde o Aplicador resvala a mão no paciente, estala os dedos, respiração ofegante, etc... saem dali com essa imagem de que receberam um passe forte, chegando mesmo comentar com outras pessoas...e de uma pessoa a outra, essas informações errôneas voam com o vento.
Depois vão a outra Casa Espírita, recebem o Passe silencioso, somente com a imposição das mãos, acham que não receberam nada de válido, receberam um passe fraco, porque não viram os mesmos gestos, etc...
E não é só por isso, para o benefício do próprio trabalho padronizado, em o Aplicador ter se preparado pelos seminários, estudos, cursos, etc... saberá que a energia se dá de mente a mente e flui pelos órgãos, como o ectoplasma.
O inverso também acontece, da pessoa que vem recebendo o Passe numa Casa Espírita, muda de cidade, vai a outro centro ou casa espírita local, onde os Aplicadores não são preparados convenientemente, sentem-se constrangidas ao ouvir estalos dos dedos, respiração ofegante, muitas vezes são até tocadas na testa, ..enfim...o aplicador não preparado presta um desserviço ao trabalho espírita de apoio e orientação, mesmo que ele tenha boa vontade.


...”Clementino, findo o preparo da água medicamentosa, consagrou-lhes maior carinho, aplicando-lhes passes na região frontal”... (Nos Domínios da Mediunidade – Cap. 12)


Objetivos do Passe serão atingidos se for possível
Ao receptor seja lhe informado o que é o Passe.
Mantê-lo calmo, confiante, dar-lhe as explicações necessárias e deixando-o confortável diante da situação, que para muitos é desconhecida.
O receptor que ira receber o Passe, que tenha se mantido em boa sintonia, bom preparo em oração.
Que o aplicador tenha se preparado muito bem antes, mantido a sintonia espiritual já com a finalidade de realizar a bendita tarefa do Passe.
Que as condições física e fluídica do ambiente seja a melhor possível, se não puder ser na Casa Espírita.
Se cada um se prepara dentro de suas tarefas específicas, no geral, todos saem bem supridos e satisfeitos.

Plantão de Passes

Quando possível as Casas ou Grupos Espíritas em tendo trabalhadores suficientes, podem organizar um Plantão de Passes que funcione semanalmente. Muitas pessoas espíritas ou simpatizantes, que se encontram em situações que impeçam sua ida até a Casa Espírita, podem pedir que os plantonistas da semana (Aplicadores do Passe) levem este recurso fluídico até suas residências ou hospitais, ou asilos, onde se encontrem.

Precauções ao atender ao pedido para aplicação de Passes

Antes de saírem para o atendimento do plantão na semana, se reúnam os dois ou três que irão fazer o atendimento, façam uma leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo e se preparem convenientemente, pois sabemos que as trevas não dormem e se servem de nossa invigilância para nos atrapalharem de todas as formas.
Ao realizarem esta tarefa fora das Casas Espíritas e antes de adentrarem aos recintos públicos para levarem a Terapia do Passe, é conveniente que recebam a permissão da direção da instituição, explicando o que pretendem fazer, atendendo ao pedido do paciente ali internado ou residente. (ver a questão 81 respondida por Divaldo Franco ao final deste Manual).
Se for permitido, se aplica o Passe, se não for permitido, fazer a visita acompanhados para não criar impasse ao residente ou doente.
Alguns países promovem o Curso do Passe (Healing Course) através de instituições para esse fim cadastradas junto aos órgãos de formação profissional do país. O aspirante a se tornar um Healer, ou Aplicador do Passe paga altos preços por alguns cursos e ao final, recebem o certificado de habilitação a ser um aplicador do Healing ou Passista e terá sua carteirinha de habilitação profissional.
Há também, em alguns países, cursos gratuitos para se tornar um Healer, onde o passista não cobra para atender. Seja em que país for, certamente são diferentes dos Cursos ou Seminários de Formação do Aplicador do Passe Espírita, pois nada fazemos sem oração e jamais se recebe pela aplicação do Passe na Terapia Espírita.
Nada impede o Aplicador do Passe de obter sua permissão legal junto as leis do país em que reside, para poder realizar seu trabalho de atendimento pela Terapia Espírita, sem que venha ocasionar problemas para o movimento espírita.

Aplicação do Passe fora da Casa Espírita

Orai e Vigiai. Essa regra é válida quando se designa a equipe para atender fora da Casa Espírita. Sempre que possível, após se preparem juntos para a tarefa, com a Leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo.
É conveniente, de preferência, que se constitua a equipe de ambos os sexos até que se conheça o ambiente e as pessoas com quem se estará em contacto. Novamente o reforço de que não se tem idéia do que se vai enfrentar e da ardilosa armadilha das trevas, em nos colocar em situações embaraçosas.
Deixamos esse recado, não para criar temor, pois temos plena confiança nos Benfeitores que só querem o bem da Humanidade, mas ainda estamos num planeta de Expiações e Provas e estamos sempre e constantemente sendo provados.
Não há distância para a ação dos Passe. Mas o Passe à distância só deve acontecer quando for impossível a aplicação do Passe de contacto fluídico pessoal, onde a energia espiritual e magnética é passada ao paciente. O poder dessa energia benéfica emanada pelo Aplicador do Passe não é afetada pela distância
É comum familiares desesperados, pedindo socorro aos Plantões de Passe, ao verem seus entes caros em hospital, ou casa de repouso, ou mesmo em suas casas, impossibilitados de irem receber o Passe na Casa Espírita. Neste caso, terão a oportunidade de solicitarem que uma equipe de Aplicadores do Passe possam levar o conforto da Terapia Espírita desde que se comprove que a pessoa não tem condições de ir até o local apropriado, que é a Casa Espírita. (ver a questão 81 respondida por Divaldo Franco ao final deste Manual).


Ressalva - Rejeição por receber o Passe

Pode acontecer do receptor bloquear o recebimento das energias salutares do Passe. Neste caso, nada se pode fazer. O próprio receptor (paciente) irá perceber a sua condição mental e em outra oportunidade estará mais receptivo.
Algumas vezes o Plantão de Passe da Casa Espírita recebe o pedido para ir aplicar o Passe num paciente hospitalizado. Acontece que o familiar que pediu o auxílio do Passe não avisa ao paciente necessitado. Este não sendo espírita rejeita o recebimento do Passe, quando não fica bravo pela visita inesperada sem aviso prévio.
Já aconteceu dos plantonistas chegarem ao local e serem rejeitados na aplicação do passe. Esse um fato a ser esclarecido antes de se assumir uma agenda de aplicação de Passes fora da Casa Espírita a pessoas que não sendo espíritas rejeitam o auxílio.
Um fato acontecido em Londres, onde o pai da paciente infantil internada num hospital, pediu o recurso do Passe. Montou-se a equipe e lá fomos nós ao Hospital. O pai muito aflito e confiante, permanecia no quarto, mas a mãe se retirava e só retornava quando deixávamos o aposento. Não era uma situação agradável pois não éramos bem recebidos pela mãe da criança. Neste caso, o melhor é realizar o Passe a distância, pedindo ao pai da enferma que procure orar naquele momento aprazado, e nós oramos pela família e atendendo ao paciente com os recursos da irradiação.


Higienização do Ambiente do Passe

Conhecemos a energia que circula através do passe, e o preparo da Câmara ou Sala de Passes, antes do trabalho acontecer. Este local é o “centro cirúrgico do hospital”, deve sempre ser preservado de qualquer bactéria ou germe mental.
Os trabalhadores espíritas que forem designados a aplicação do Passe após a palestra ou estudos da noite ou da tarde, se possível, procurem chegar com antecedência do horário de início dos estudos ou palestra e vão para a Sala de Passes. Na Câmara ou sala de Passes, fazer a prece, se preparar uma vez mais, considerando que já virão preparados antecipadamente. Assim, harmonizando-se, obterão melhor qualificação em suas propostas no trabalho a seguir, como Aplicadores do Passe.
Na Sala de Passes o mais comum é se colocar uma fila de cadeiras encostadas na parede, conforme o número de Aplicadores do Passe. Música muito suave, se for o caso, e uma iluminação difusa, para melhor aproveitamento, sem dispersar atenção do paciente.

Cuidados na equipe de Aplicadores do Passe


Como já sabemos, após estudos e palestras públicas oferecidas na Casa Espírita, se oferece o Passe, pelos aplicadores que estejam previamente preparados para a tarefa, de preferência recomenda-se que orem juntos na Câmara de Passes antes do início da palestra.
Pode acontecer de aparecer uma pessoa em estado de necessidade imediata e deseja receber um Passe, ou os trabalhadores vêem que a mesma necessita do recurso do Passe. Em surgindo essa ou outra necessidade imediata, um socorro a ser dado em pessoas que vem a Casa Espírita em busca de ajuda em momentos onde não há palestra e a equipe de aplicadores ali não se encontra, sendo possível, atender ao necessitado, mas com o cuidado de terem duas pessoas na sala ou onde a pessoa for atendida. E de preferência com a porta entreaberta. Ou se for possível, pedir para voltar para assistir a palestra e obter o Passe.
O Aplicador do Passe, o Receptor (paciente) e uma terceira pessoa no recinto, que poderá fazer a oração, servir a água, ou simplesmente acompanhar a aplicação do Passe.
Devemos ter precaução em tudo, pois pode acontecer casos em que uma pessoa do sexo feminino chegar extremamente nervosa à casa espírita durante o dia, e ser recebida por um trabalhador do sexo masculino. Este na sua boa vontade, irá atender a essa criatura desequilibrada. A pessoa necessitada no seu desequilíbrio poderá criar situações embaraçosas ao aplicador, à Casa Espírita e ao Movimento Espírita, se este não estiver vigilante e precavido. Atender sim, mas com os devidos cuidados citado no parágrafo acima.
A pessoa alcoolizada que chega a Casa Espírita precisa de um café quente e conversa, deixemos o Passe para depois, quando este recobrar a lucidez.


Quando e porque do Passe Espiritual Coletivo?

Quando acontece de a Casa Espírita realizar algum evento onde se recebe um número de pessoas que fica impraticável a aplicação do Passe individual, o coordenador dos trabalhos da Casa dirige as mentes das pessoas na hora da prece, para a aplicação do Passe Espiritual Coletivo pelos Benfeitores.
Os Espíritos que atendem aos trabalhos da Casa Espírita, encarregados dessa tarefa na Casa Espírita, energizam com fluidos refazentes a todas as pessoas que estiverem receptivas, isto é, que estiverem ligadas a Jesus pela prece.
Este é um recurso de que se pode se socorrer, de vez em quando, quando a situação assim o ensejar. Utilizado em algumas Casas Espíritas em Londres.

Aplicação de múltiplos Passes ao mesmo tempo

Hipoteticamente se são 5 aplicadores escalados para aquele horário, após a palestra ou estudo da Casa Espírita, então, entram na Câmara ou Sala de Passes, o número de pessoas, conforme o número de Passistas, consequentemente, o mesmo número de cadeiras.
Evitar a correria de ir convidando uns e outros trabalhadores para aplicar o Passe, na falta daqueles que tinham por incumbência a tarefa da noite.
Caso faltem trabalhadores, diminuir o número de cadeiras na sala do Passe e seguir normalmente o trabalho. Em sendo impossível, solicita-se aos Benfeitores o Passe Coletivo, mas que cada um recebe individualmente, de acordo com suas necessidades e receptividade.



PASSE EM PLANTAS E ANIMAIS

A conferencista Teresinha de Oliveira respondendo a uma entrevista ao CVDEE nos diz que:- Podemos influir beneficamente sobre o reino vegetal e o animal, mas em determinados limites, pois plantas e animais acusam prejuízos quando é demasiado insistente a magnetização que lhes impomos. Convém restringir a nossa atuação nesse campo com ligeira imposição de mãos e uma prece para que espíritos benévolos e experientes na ajuda a plantas e animais utilizem em favor deles as nossas energias. (
http://www.cvdee.org.br/)

Nos países da Europa, especialmente a Inglaterra, as Associações de Aplicadores doPasse (Healers), preparam as pessoas pelos Cursos Espiritualistas, onde estas receberam seus Certificados como já dissemos em item anterior. Estes serão os aplicadores do Passe (Healing), nas pessoas e nos animais. Passe nos animais é uma tarefa tão séria quanto para as pessoas. A doação de energias na vitalização dos animais recebe o mesmo cuidado e tem os mesmos valores cobrados, quando o serviço não é gratuito.
Os Passes realizados pelos Healers ou Passistas das Igrejas Espiritualistas ou Associations criadas para essa finalidade, podem ser contratados por e-mail, internet, telefone, pessoalmente, para serem aplicados a distância, como fazemos em nossas casas Espíritas. A situação do Passe Espírita é diferente porque não recebemos animais em nossos Grupos Espíritas para estes receberem o Passe. Nada impede que apliquemos a bio-energia do Passe para auxiliar nosso animal doméstico, utilizando nosso conhecimento e bom senso.

Dr. Bernard Grad, da McGill University, no Canadá, em 1957, realizou experimentos estudando um curador húngaro chamado Estabany. Dr. Grad observou que a imposição das mãos do curador sobre os animais e as plantas produzia modificações nos efeitos fisiológicos. Com esses experimentos, ele comprovou a existência de uma força vital que emana das pessoas (o magnetizador, o Passista), mais de algumas do que de outras. Segundo as conclusões do dr. Grad, os estados emocionais do aplicador ou magnetizador afetam a qualidade dessa energia. (http://www.21stcenturyradio.com/orgone-mannion.htm)




ÁGUA FLUIDIFICADA

A água fluidificada nada mais é do que o magnetismo colocado pelos Benfeitores na água comum, potável, mineral, cristalina, contendo portanto alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali depositados para o equilíbrio de alguma doença ou enfermidade física ou espiritual. Deve ser usada adequadamente, como um medicamento. O uso da água fluidificada como medicamento refazedor e o Passe não dispensam os cuidados médicos recomendados ao paciente, em hipótese alguma.
Adverte-nos o Ministério da Saúde que não se usem remédios sem necessidade, assim também se recomenda a todos que buscam o recurso da Terapia Espírita, só utilizar-se a água fluidificada quem estiver necessitando dela.
É hábito colocar água para fluidificar na hora da reunião semanal do Evangelho em Família, recomendado pelos Benfeitores, para a saúde e harmonia no relacionamento familiar.
Neste caso, o jarro com a água para fluidificar beneficiará a todos. Em caso de alguém doente na família, recomenda-se colocar a água em vasilhame separado, para que os Benfeitores ali depositem o medicamento fluídico, proveniente da farmácia espiritual, de acordo com a necessidade do doente.

Oferecendo a Água Fluidificada

No capítulo da fluidoterapia temos na água fluidificada outro elemento de valor. É utilizada na Casa Espírita ou no meio espírita como complemento do Passe, tornando-se portadora de recursos medicamentosos. Há todo um manejo de fluidos modificando a água através da química mental.

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." (Emmanuel/Chico Xavier).

Ao sair da Sala ou Câmara de Passes, os frequentadores ou pacientes, recebem a água fluidificada.
“Um copo de água pura foi colocado junto à cabeceira da pequenina....O menino recitou o «Pai Nosso» e, em seguida, pediu a Jesus a saúde da irmãzinha doente, com enternecedora súplica... Vimos o nosso orientador acercar-se do recipiente de água cristalina, magnetizando-a, em favor da enferma que parecia expressivamente confortada, ante a oração ouvida, e, logo após, abeirar-se de Silva, que lhe recebeu as irradiações.” (Entre a Terra e o Céu, cap 31)

É comum as pessoas levarem garrafas de água para fluidificar para algum familiar doente que não pode comparecer. Por desconhecimento, colocam a garrafa de água DESTAMPADA na mesa em frente ao palestrante que está realizando o estudo naquele horário. Com gentileza e fraternidade, explicar que não há necessidade de deixar as garrafas abertas e que há o local próprio para acolher as garrafas de água a serem fluidificadas.. Os fluidos têm penetrabilidade e atravessam qualquer material, portanto devem permanecer com as tampas fechadas.

Apenas como explicação de reforço, ao deixar as garrafas expostas destampadas na mesa do palestrante, corre-se o risco das mesmas receber espirros do público, do próprio palestrante, tosse, estão sujeitas a serem derrubadas molhando a mesa, causando distração e desconfortos momentâneos que interferem no trabalho.
A melhor escolha será trazer as garrafas tampadas entregando ‘a pessoa responsável que as coleta e as deixa na Câmara de Passes ou Sala de Passes ou ainda sobre uma mesa, em local próprio designado para esse fim, e ao final dos trabalhos, a pessoa recolhe a sua garrafa identificada.

O Aplicador do Passe Espírita, deve sempre que possível, ler sobre o assunto, ir compreendendo mais e mais a ação dos Bons Espíritos em nossas vidas diárias.

Pesquisas do Dr. Masaru Emoto - Água


O trabalho extraordinário de Masaru Emoto é uma revelação surpreendente, e é uma ferramenta poderosa que pode mudar nossas percepções de nós mesmos e do mundo em que vivemos para sempre. Nós temos evidências profundas de que nós podemos curar positivamente e podemos transformar a nós mesmos e ao nosso planeta pelos pensamentos que nós escolhemos pensar e as maneiras como colocamos estes pensamentos em ação.
As pesquisas com a fotografia da água mostram os incríveis reflexos da água, como viva e altamente responsiva a cada uma de nossas emoções e pensamentos. Ficou claro que a água facilmente assimila as vibrações e as energias do ambiente, seja tóxico e poluído ou naturalmente puro.
Muito conhecida a entrevista que Dr. Masaru Emoto cedeu a vários jornais e revistas científicos, que aqui colocamos apenas uma pergunta,sendo largamente divulgado na internet as entrevistas na sua totalidade.

Pergunta: Se pudermos "contaminar" Água com a energia de várias palavras, por exemplo, com a palavra "saúde", então poderemos ter a Água com essa vibração e usá-la para coisas como regar plantas,cozinhar, etc?

Dr. Emoto: Não tentamos isso, mas algumas pessoas que leram o livro estão experimentando, rotulando garrafas com Água de torneira com palavras como "Amor" e "gratidão" e usando essa Água para regar as plantas ou colocando flores na Água. Eles estão descobrindo que as flores duram muito mais e as plantas neste jardim estão muito mais radiantes.


Diretrizes de Segurança, com Divaldo Franco e Raul Teixeira


Questões retiradas do Livro Diretrizes de Segurança, 1995, publicado pela Editora Frater –– páginas 103 a 112.
Retiramos do Livro DIRETRIZES DE SEGURANÇA, diversas respostas que informam não somente sobre as questões colocadas no livro, mas que elucida muitas outras que fazemos em diversas situações do nosso cotidiano. Deixamos as perguntas numeradas tais quais constam no livro, como guia ao leitor que desejar adquirir o livro Diretrizes de Segurança, em português ou inglês. (Guidelines for Safety—Editora Frater)
O objetivo é apenas dar mais subsídios a este Manual de Apoio ao Candidato aAplicador do Passe Nacional e Internacional.

p69. O que é o Passe? Para ministrar um passe a pessoa tem estar mediunizada? Que você pensa do passe magnético?
Divaldo - O passe significa, no capítulo da troca de energias, o que a transfusão de sangue representa para a permuta das hemácias, ajudando o aparelho circulatório.
O passe é essa doação de energias que nós colocamos ao alcance dos que se encontram com deficiências, de modo que eles possam ter centros vitais re-estimulados e, em consequêncla disso, recobrem o equilíbrio ou a saúde, se for o caso.
O passe magnético tem uma técnica especial, conhecida por todos aqueles que leram alguma coisa sobre o mesmerismo. É transfusão da energia do doador, do agente.
O passe que nós aplicamos, nos Centros Espíritas, decorre da sintonia com os Espíritos Superiores, o que convém considerar sintonia mental, não uma vinculação para incorporação.
O passe deve ser sempre dado em estado de lucidez e absoluta tranquilidade, no qual o passista se encontre com saúde e com perfeito tirocínio, a fim de que possa atuar na condição de agente, não como paciente. Então, acreditamos que os passes praticados sob a ação de uma incorporação propiciam resultados menos valiosos, porque, enquanto o médium está em transe, ele sofre um desgaste. Aplicando passe, ele sofre outro desgaste, então experimenta uma despesa dupla.
Os espíritos, para ajudarem, principalmente no socorro pelo passe, não necessitam, compulsoriamente, de retirar o fluido do médium, nele incorporando. Podem manipular, extrair energia, sem o desgastar, não sendo, pois, necessário o transe.

p70. Como definir o passe espiritual? Em que oportunidade ele se verfica?
Divaldo - O passe espiritual se verifica toda vez que vamos atuar junto a alguém que apresenta distúrbios de ordem mediúnica, perturbações espirituais. Quando utilizamos a técnica da aplicação longitudinal, há um intercambio magnético e, simultaneamente, medianímico, porque estamos sob a ação dos Bons Espíritos.
Se sintonizamos com os mentores, convenientemente, são eles que distribuem as nossas energias, eliminando o fluido deletério que reveste o enfermo e conseguindo envolve-lo com energia salutar, a fim de que, nesse ínterim, o seu organismo realize o trabalho de defendê-lo do mal, e do espírito encarnado do médium, em equilíbrio, se encarregue de manter esse estado de saúde. Caso o paciente não se resolva sintonizar com os Benfeitores, ser-lhe-á inócua toda e qualquer interferência de outrem.

p71. Os espíritos poderão aplicar diretamente um passe e, neste caso, não poderíamos chamar essa intervenção de passe espiritual?
Divaldo - Comumente eles assim o fazem. Algumas vezes, eles necessitam de maior dosagem de fluidos extraídos do organismo material das criaturas encarnadas e aplicam o passe misto: do espírito propriamente dito e das forças magnéticas do intermediário’.

p72. Por que se costuma diminuir a claridade dos ambientes, onde se processam serviços de aplicação de passes?
Raul - A princípio, não há nenhuma necessidade essencial, da diminuição da luminosidade, para a aplicação dos recursos dos passes. Poderemos operá-los tanto a noite, quanto com o dia claro. A providência de diminuir-se a claridade tem por objetivo evitar a dispersão da atenção das pessoas, além de facilitar a concentração, ao mesmo tempo em que temos que levar em conta que certos elementos constitutivos dos ectoplasmas, que costumam ser liberados pelos médiuns em quantidades as mais diversas, sofrem um processo de desagregação com a incidência da luz branca.

p73. Para a aplicação do passe, o médium deve resfolegar, gemer, estalar os dedos, soprar ruidosamente, dar conselhos?
Divaldo - Todo e qualquer passe, como toda técnica espírita, se caracteriza pela elevação, pelo equilíbrio. Se uma pessoa cortês se esforça para ser gentil, na vida normal, porque, na hora das questões transcendentais, deveria permitir-se desequilíbrios? Se é um labor de paz, não há razão para que ocorram desarmonias ou se dêem conselhos mediúnicos.
Se se trata, porém, de aconselhamento, não se justificará que haja o passe. É necessário situar as coisas nos seus devidos lugares. A hora do passe é especial. Se se pretende adentrar em conselhos e orientações, tome-se de um bom livro e leia-se, porque não pode haver melhores diretrizes do que as que estão em O Evangeiho Segundo o Espiritismo e mais obras subsidiárias da Doutrina Espírita.

p74 .E necessário lavar as mãos, após a aplicação de passes?
Raul – Isso se deve a deficiente orientação recebida pelo médium. Não há qualquer necessidade de que se lave as mãos depois da prática dos passes. Pelos passes não há.

p75. Há necessidade do médium, tocar ou encostar as mãos na pessoa que recebe o passe?
Divaldo - Desde que se trata de permuta de energias, deve-se mesmo, por medida de cautela e de zelo ao próprio bom nome, e ao do Espiritismo, evitar tudo aquilo que possa comprometer, como toques físicos.

p76. Por que muitos médiuns ficam ofegantes, enquanto aplicam passes?
Raul - Isso se deve a deficiente orientação recebida pelo médium. Não sabe ele que a respiração nada tem a ver com a aplicação dos passes. São companheiros que imaginam sejam os exageros e invencionices os elementos capazes de assegurar grandeza e autenticidade do fenômeno.
Nos momentos dos passes, todo o recolhimento é importante. O silêncio para a oração profunda. Silêncio do aplicador e silêncio por parte de quem recebe, facilitando a penetração nas ondas de harmonia que o passe propicia.
Evitando os gestos bruscos, totalmente desnecessários, e exercendo um controle sobre si mesmos, os aplicadores de passes observarão a necessidade do relax e da sintonia positiva e boa com os espíritos que supervisionam tais atividades.

p77. Os estalidos dos dedos ajudam, de algum modo, na aplicação dos passes?
Raul - Não. Tudo isso faz parte dos hábitos incorporados pelas pessoas que passam a admitir que seus trejeitos e tiques são parte da tarefa dos passes ou da mediunidade. Os estalidos e outros maneirismos com as mãos, indicando força ou energia, são perfeitamente dispensáveis, devendo o médium educar-se, procurando aperfeiçoar suas possibilidades de trabalho. Nenhum estalo, nenhuma fungação, nenhum toque corporal ou puxadas de dedos, de braços, de cabelos, tem quaisquer utilidades na prática dos passes.
Deveremos, assim, evitá-los.

p78 . Na aplicação dos passes, há necessidade de que os médiuns passistas retirem de seus braços, de suas mãos os adornos, como pulseiras, relógios, anéis? Isso tem alguma implicação magnética ou é apenas para evitar ruídos e dar-lhes maior liberdade de ação?
Divaldo - Em nossa forma de ver, a eliminação dos adornos não tem uma implicação direta no efeito positivo ou negativo do passe. Devem ser retirados porque é mais cômodo e o seu chocalhar produz dispersão, comprometendo a concentração nos benefícios do momento.


p79. Decorrerá algum problema do fato de se aplicar passes em alguém que esteja de costas?
Raul - Absolutamente. Se a circunstância obrigar a que se apliquem passes em alguém que esteja de costas, aplicá-los-emos com a mesma disposição, a mesma fé no auxílio que vem do Mais Alto, vibrando o melhor para a paciente.

p80. Muitos que aplicam passes, logo após, sentam-se para recebê-los de outros, afim de se reabastecerem. Que pensar de tal prática?
Raul - Tal prática apenas indica o pouco entendimento que tem as pessoas com relação ao que fazem.
Quando aplicamos passes, antes de atirarmos as energias sobre o paciente, nos movimentos ritmados das mãos, ficamos envolvidos por essas energias, por essas vibrações, que nos chegam dos Amigos Espirituais envolvidos nessa atividade, o que indica que, antes de atendermos aos outros, somos nós, a princípio, beneficiados e auxiliados para que possamos auxiliar, por nossa vez.
Tal prática incorre numa situação no mínimo estranha: o fato de que aquele que aplicar o passe por último estaria desfalcado, sem condições de ser atendido por outra pessoa...

p81 .Quando é admissível fazerem-se passes fora do Centro Espírita, isto é, fazerem-se passes a domicílio? Quais as conseqüências dessa prática para o médium ?
Divaldo - Somente se devem aplicar passes a domicilio, quando o paciente, de maneira nenhuma, pode ir ao local reservado para o mister, que são: o hospital espírita, ou a escola espírita, ou o próprio Centro Espírita.
As conseqüências de um médium andar daqui para ali aplicando passes são muito graves, porque de não pode pretender estar armado de defesas para se acautelar das influencias que o aguardam em lugares onde a palavra superior não é ventilada, onde as regras de moral não são preservadas, e onde o bom comportamento não é mantido.
Devemos, sim, atender a uma solicitação, vez que outra. Mas, se um paciente tem um problema orgânico muito grave, chama o medico e este faz o exame local, encaminhando-o ao hospital para os exames complementares, tais como as radiografias, os eletrocardiograrnas, eletroencefalogramas, e outros, o paciente vai, e por quê? Porque acredita no médico. Se, porém, não vai ao Centro Espírita é porque não acredita, por desprezo ou preconceito. Crê mais na falsa pudícia do que na necessidade legítima.

p82. A água fluidificada tem valor terapêutico?
Divaldo - A magnetização da água é uma providência tão antiga quanto a própria cultura humana. A chamada hidroterapia era conhecida dos povos mais esclarecidos.
Sendo considerada uma substancia simples, acredita-se que a água facilmente recebe energias magnéticas, fluídicas, e pode operar, no metabolismo desajustado, o seu reequilíbrio. Então, a água fluidificada ou magnetizada tem valor terapêutico.

p83.Quando é necessária ou desaconselhável durante o passe, a manifestação psicofônica?
Raul - Reconhecendo que o passe é a contribuição vibratória que nós poderemos doar em nome da Caridade, desconhecemos a necessidade de comunicações psicofônicas durante o seu transcurso.

Encontramos em Allan Kardec, no Iivro A Gênese, (cap XIV, ítem 33, 29ª. Edição FEB) a informação de que nós poderemos estar submetidos a três tipos ou condições energéticas, ou de ações fluídicas.
Existe a fluidificacão eminentemente magnética, que são as energias do próprio sensitivo, nesse caso, tido como magnetizador. Ele se desgasta porque doa do seu próprio plasma, e a partir dessa doação sente-se cansado, esgotado. Um outro nível e o das energias espirituais-materiais ou psicofísicas, quando se dá a conjugação dos recursos do mundo espiritual com os elementos do médium; o indivíduo se coloca na posição de um vaso de cujos recursos os Benfeitores se utilizam.
Eis quando caracterizamos o médium aplicador de passes ou passista; aquele em quem, segundo a instrução do Espírito André Luiz (em Nos Domínios da Mediunidade, cap 17), as energias circulam em torno da cabeça, como que assimilando os valores da sua mentalização, escorrendo através das mãos, para beneficiar o assistido.
Vemos que quanto mais o trabalhador se aprimora, se aperfeiçoa, quanto mais se integra e se entrega ao ministério dos passes, sem cansaço, vai melhorando a si mesmo, pois, ao aplicar as energias socorristas, será primeiramente beneficiado com os fluidos dos Servidores do Além, que dele se utilizam.

Kardec ainda aponta o terceiro nível de energia que é o espiritual por excelência.
Neste caso, não haverá nenhuma necessidade de um instrumento físico. Os espíritos projetam diretamente as energias sobre os necessitados.
Assim, vemos que mesmo no segundo nível, em que encontramos o médium aplicador de passes, sobre o qual agem as entidades para atender a terceiros, não há nenhuma necessidade de incorporação desses espíritos. Os Benfeitores, comumente, não incorporam para aplicar passes, o que não impede que, uma vez incorporados, os Benfeitores apliquem passes.
São situações diferentes. Uma é o indivíduo receber espíritos para aplicar passes, o que muitas vezes esconde a sua insegurança, o seu atavismo não espírita, os seus hábitos deseducados. Ele não crê que os espíritos dele possam se utilizar sem a necessidade da incorporação.. Então, muitas vezes, por um processo de indução psicológica, o espírito projeta os seus fluidos e o médium age como se o estivesse incorporando.
Não se dá conta de que não se trata de uma incorporação mas de um envolvimento vibratório, que lhe faz arrepiar. Com isso, vamos perceber que, embora haja a atuação dos Benfeitores Espirituais no trabalho dos passes, não há nenhuma necessidade de que incorporemos espíritos para aplicá-los.

Há companheiros que ainda não foram educados para o trabalho do Passe e apresentam uma atuação mais característica de distúrbio do que de ascendência mediúnica: os cacoetes psicológicos, a respiração ofegante, o retorcimento dos lábios, os gestos bruscos, estalidos de dedos, etc.; quando nada disso tem a ver, evidentemente, com a realidade dos fluidos, da sua natureza, do seu contato com os espíritos que se fazem nível mental.


APLICAÇÃO DE PASSES
Apostila do CEI – Documento de Apoio ao Trabalhador Espírita


• Destina-se aos necessitados de assistência espiritual e moral.
• Ao Dirigente da reunião caberá esclarecer o público participante sobre o que é o passe, qual a sua finalidade e sobre a necessidade de se adotar posição mental de recolhimento e prece, de silencio respeitoso, para que cada uma possa receber os benefícios da assistência espiritual.
• O passe será aplicado somente às pessoas que o desejarem.
• A equipe de pessoas que irá aplicar o passe será formada por trabalhadores do Grupo, Centro ou Sociedade Espírita, com bom conhecimento doutrinário e espiritualmente preparados para a tarefa.
• A equipe encarregada da aplicação dos passes, previamente organizada, esclarecida e treinada, terá um responsável designado, com antecedência, para o trabalho, e deverá ficar reunida na sala de passes, em silêncio, ouvindo a Explanação Evangélica, enquanto aguarda o momento do passe.
• De preferência, haverá um recinto próprio para essa tarefa, com mobiliário simples: mesa, para acomodação de vasilhames para a fluidificação das águas, e cadeiras, para os assistidos. Na falta de um recinto próprio, o passe poderá ser aplicado no local da Explanação do Evangelho, preservando-se, todavia, o clima de silêncio e prece necessário ao atendimento.
• Ao término da Explanação do Evangelho, o dirigente da tarefa de aplicação dos passes e os demais tarefeiros rogarão o auxílio do Plano Espiritual para o atendimento quese iniciará, bem como para a fluidificação das águas destinadas aos socorridos.
• Os recipientes com água para ser fluidificada serão colocados no lugar apropriado.
• Os necessitados serão encaminhados à sala de passes, em silêncio e em número correspondente ao número de passistas, por um colaborador do grupo já previamente escalado e treinado.
• Deve-se orientar o assistido pelo passe a não manifestar preferência por determinado passista.
• O dirigente do grupo, durante o atendimento, e sempre que julgar necessário, fará uma pequena exortação, procurando manter o clima de paz, de harmonia e de elevação espiritual, necessário à assistência que se procura oferecer aos que ali se encontram.
• Cada integrante do grupo deverá aplicar o passe individualmente, com simplicidade e sem gesticulação exagerada, sem respiração ofegante, sem tocar no paciente, sem bocejos ou ruídos, sem a manifestação ostensiva de Espíritos desencarnados e sem transmitir orientações pessoais ao assistido.


OS PRIMÓRDIOS DO PASSE

As doenças sempre afetaram o Espírito humano, encarnado ou desencarnado, desde a individualização do princípio inteligente do Universo, (LE-23) em ser inteligente da criação (LE-76). Doenças do corpo e do Espírito.
Nos tempos primitivos surge a medicina mágica e empírica. Além do uso de plantas curativas, cujo aprendizado foi obtido mediante a observação do comportamento dos animais, usava o apelo às forças sobrenaturais, Espíritos, deuses, demônios etc.
Na literatura grega (pós-homérica) revela-se a arte mágica e mística de curar, como dependente de entidades divinas ou mitológicas, como Apolo, Atena, Higia, Quiron, e principalmente Asclépio (o esculápio).
Encontram-se gravuras do ano 928 A.C., retratando o famoso médico CHIRON, ensinando seu discípulo ESCULÁPIO, que posteriormente utilizaria os recursos do magnetismo entre os romanos, para curá-los, por intermédio de toques manuais.
HIPÓCRATES costumava dizer que "as dores de que padecem o corpo e a alma podem ser vistas com os olhos fechados".
Por este sucinto resumo podemos verificar que o PASSE, A IMPOSIÇÃO DE MÃOS, O OLHAR, como terapêutica espiritual, remonta às mais recuadas eras, donde se conclui que a crença, a interferência e as manifestações dos espíritos se fazem presentes e acompanham o ser humano ao longo da sua história e dos tempos.


O advento de Jesus, o Cristo

Com a vinda de Jesus, altera-se o ambiente terráqueo, e as curas tomam uma nova conotação: O AMOR que a tudo preside. Jesus marcou uma nova era na história da humanidade. Sua presença, seus ensinamentos, seus exemplos, separam a história em ANTES e DEPOIS DO CRISTO. Alguns fatos verificados nos processos de cura, relatados no Novo Testamento, chamam nossa atenção e merecem de todos nós, uma análise e estudo conscientes, à luz da Doutrina dos Espíritos.Tais fatos demonstram fatores importantes, como a FÉ (certeza, convicção), a VIRTUDE (fluidos, energias), MERECIMENTO, NECESSIDADE, etc. que foram relatados pelos discípulos e companheiros do MESTRE.
Os precursores - principais nomes na história do magnetismo e do passe.

PARACELSO - (1493-1541)

Seu nome era FELIX AURELIO TEOFRASTO BONBAST VON HODENHEIM. Médico, antropólogo, teólogo e um grande médium. Na época denominava-se mago. Sem ter os conhecimentos científicos, hoje em voga, PARACELSO sustentava que a NATUREZA era a autoridade suprema e que nela dever-se-ia buscar todas as verdades, porque a natureza, diferentemente do homem, não comete erros.
Ensinava que o mundo natural é "algo mais" daquilo que se pode ver com os olhos, sentir com as mãos, pesar ou medir. Inclui uma variedade de influências sobre a vida dos seres humanos. As coisas não são simples pedaços de matéria inerte: possuem propriedades ocultas que se fundamentam em um mundo invisível.
Afirmou que o homem possui em si mesmo um fluido magnético e que sem essa energia não poderia existir. Trataria-se de uma espécie de fluido universal que produz todos os fenômenos que observamos. Com base nestes conceitos afirmava que, como o homem emite e recebe vibrações, pode também emitir ou receber boas ou más vibrações.
PARACELSO foi um dos principais precursores do estudo do magnetismo animal, ainda que se considere MESMER, posterior quase dois séculos, como o pai da teoria do magnetismo. aplicava suas idéias à medicina afirmando que "o primeiro médico do homem é Deus", autor da saúde, já que "o corpo não é mais que a casa da alma".

VAN HELMONT - (1577-1644)

JUAN BAUTISTA VAN HELMONT, projetou nova luz sobre o magnetismo animal, tendo sido o mais importante continuador e discípulo de PARACELSO.
Estabeleceu uma clara distinção entre o que chamava magnetismo animal proveniente do corpo físico do homem (exterior), e as vibrações que emanavam do "homem interior", de suas forças espirituais.
VAN HELMONT estava associado com o círculo inglês de LADY CONWAY, que por sua vez estava associada a VALENTINE GREATRAKES, famosa médium irlandeSa de curas, de forma gratuita, mediante orações e passes com as mãos impostas sobre o paciente. Tal fato sugere que os "passes magnéticos" podem ter nascido de antigas tradições religiosas, como já verificamos, sucintamente.
A Igreja, como sempre, combateu os médiuns, e VAN HELMONT certa feita, respondendo a um jesuíta as críticas que o mesmo fizera a PARACELSO, atribuindo ao demônio as curas por ele efetuadas, expressou que os teólogos deveriam se ocupar com as causas divinas e os naturalistas com as causas da natureza, porque a natureza não havia escolhido os teólogos como seus intérpretes, e sim os seus filhos, os físicos e naturalistas.

MESMER - (1734-1815)

FRIEDRICH FRANZ ANTON MESMER, era médico. As curas magnéticas de MESMER provinham de uma tradição que reconhecia como expoente máximo PARACELSO.
Sua teoria, com base na tese de doutorado apresentada em Viena em 1776, denominada de PLANETARUM INFLUXU (A influência dos planetas na cura das enfermidades). A tese descrevia a influência dos planetas por intermédio de um fluido universal com poderes magnéticos sobre a matéria viva. Descrevia também o magnetismo animal, que existiria em duas formas opostas e tenderia a emanar dos lados direito e esquerdo do corpo humano.
Explicava que a cura das enfermidades consistia na restauração do equilíbrio ou harmonia alteradas entre os dois fluidos.
Com base nestas teorias, MESMER construiu sua técnica terapêutica, utilizando a fixação dos olhos e os passes com as mãos. MESMER criou uma escola pelos métodos empregados, o MESMERISMO.
Sua teoria expunha e descrevia que um princípio imponderável atuava sobre os corpos; que em todo organismo vivente existe um fluido magnético, no qual circula uma força especial animando tanto o mundo orgânico como o inorgânico; que esse fluido se transmite, podendo revigorar os corpos debilitados; que as pessoas dotadas de grande vitalidade podem transmitir essa energia aos outros, se souberem dirigir essa mesma energia, utilizando a imposição das mãos.
Sobre as forças vitais, MESMER apoiou-se em WILLIAM MAXWELL, que em 1676, na sua obra MEDICINA MAGNÉTICA, afirma que a alma humana não está contida dentro dos limites do corpo e atua fora dele; que o corpo humano emite radiações, compostas de elementos imateriais, que são os veículos que transmitem a ação da alma e que contém forças vitais.
MESMER assegurava que dirigindo esse fluido segundo métodos corretos, poder-se-ia "curar imediatamente as doenças dos nervos e mediatamente as outras" e que "a arte de curar chegaria assim à sua perfeição última". Acrescentava ainda, que o organismo como um todo, age como elemento sensível e captor das energias fluídicas e qualquer desequilíbrio rompendo a harmonia entre o homem e o todo, gera a doença. Dessa forma, não haveria senão uma única doença, sob múltiplos aspectos, como, similarmente, não haveria senão um único remédio para todos os males: o magnetismo.

DIVERSOS

Entre os estudiosos e pesquisadores criaram-se ao longo do tempo escolas que se diferenciavam na arte e no processo de curas pela magnetização (Passes).
A descrição de MESMER, que fez escola, de que existiriam duas formas opostas, no magnetismo animal, que tenderiam a emanar-se dos lados direito e esquerdo do corpo humano, denominou-se POLARIDADE DOS CORPOS. Vários pesquisadores, tendo à frente H. DURVILLE, afirmavam que o corpo humano, como qualquer outro objeto, seria polarizado, ou seja o lado direito positivo e o lado esquerdo negativo. Que dessa forma não se poderia magnetizar indistintamente com a mão direita ou com a esquerda.
No entanto, vários outros pesquisadores, como DU POTET, DELEUZE, GAUTHIER, BUÉ, BINET e FERÉ e inclusive a Doutrina Espirita, CONTESTAM as conclusões dos POLARISTAS, afirmando que a potência volitiva do magnetizador UNIFICA a ação radiante dos fluidos e a conduz com igual segurança ao paciente, de face, de lado, pelas costas, de perto ou de longe, através de um compartimento para outro, vendo ou não vendo o paciente.
Todos, polaristas ou não, evidenciam um fato: a ação curadora do fluido magnético.

Para o estudo e a análise, por parte dos leitores interessados, endereçamos às seguintes obras:

MICHAELUS - MAGNETISMO ESPIRITUAL (FEB)
JOSÉ LAPPONI - HIPNOTISMO E ESPIRITISMO
ALLAN KARDEC - O LIVRO DOS MEDIUNS
ALLAN KARDEC - OBRAS POSTUMAS
ALLAN KARDEC - REVISTA ESPIRITA
H. DURVILLE - TRAITÉ EXPERIMENTAL DE MAGNETISME
DU POTET - TRAITÉ COMPLET DE MAGNETISME ANIMAL
DELEUZE - INSTRUCTIONS
H. GAUTHIÉR - MAGNETISME ET SONAMBULISME
ALFONSE BUÉ - LE MAGNETISME CURATIF
BINET e FERÉ - LE MAGNETISME ANIMAL

ALLAN KARDEC (03.10.1804/31.03.1869)

Doutrina dos Espíritos - A Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, veio trazer luzes às trevas do conhecimento humano.
Sua missão, bem como a dos espíritas em geral, é a de contribuir para o aprimoramento dos espíritos, encarnados e desencarnados, com o fim de libertá-los da ignorância e da superstição. Racionalizando a fé, conduz o ser à certeza, à convicção das Leis Imutáveis que regem a Vida, de Deus, Causa Primeira e Inteligência Suprema do Universo, enfim, ao conhecimento integral da Verdade.
Conhecereis a Verdade e ela vos libertará, afirmou Jesus há quase dois milênios.
No que tange às curas, ao passe, a Doutrina dos Espíritos, fruto da interação entre encarnados e desencarnados, hoje aliada às inúmeras pesquisas científicas em todo o planeta, veio demonstrar a existência do perispírito, estabelecendo sua origem, suas propriedades e suas funções; veio estudar a propriedade dos fluidos, bem como a ação desses mesmos fluidos sobre a matéria.

Allan Kardec, para codificar a Doutrina, criou e estabeleceu uma metodologia científica, que até o presente momento serve de parâmetro para todos os pesquisadores sérios:

Localizar e descobrir o fenômeno;
Observar e conhecer o fenômeno na sua
manifestação;
Provar e comprovar que o fenômeno existe, e
Estudar,
conhecer e formular as causas e o mecanismo desses fenômenos.
Na atualidade,
a ciência praticamente sanciona a tese da matéria elementar, e o desenvolvimento
da física quântica amplia as possibilidades referidas por Kardec.




FONTES

- Manual de Apoio na Preparação do Aplicador do Passe
por Elsa Rossi, em Spiritist Group of Brighton – UK,
www.spirity.com/uk
Disponível em
http://www.forumespirita.net/fe/index.php?topic=4931.0

- Apostila Diretrizes de Apoio para as Atividades dos Grupos, Centros e Sociedades Espíritas
Disponível, no web site do CEI – http://
http://www.spiritist.org/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Passe_esp%C3%ADrita

http://www.omensageiro.com.br/doutrina/doutrina-5.htm

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/elferr/o-passe-espirita.html

http://www.ceismael.com.br/download/download01.htm

http://paginas.terra.com.br/religiao/confrariaconsolador/orientacoes.htm

http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae020.txt

http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/004/passes-espirituais.html



Um comentário:

Adriana Pisa da Costa Schwarz disse...

Boa tarde!

Fantástico!
Exatamente o que eu estava procurando!