Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Reflexão para o Ano Novo


Um dos conceitos fundamentais do Taoísmo é o conceito de Wu Wei - não-ação.

Este conceito pode ser confundido com não fazer nada, não agir. O que o Taoísmo chama de não-ação é, na verdade, uma ação não intencional. Uma ação que não pressupõem intenção, mas, nem por isso, significa o não agir.

Ou seja, não-ação significa realizar as coisas com naturalidade, sem engenhosidade, sem excesso de predeterminação, sem especulação. É não deixar de fazer as coisas porque se está premeditando ou intencionalmente evitando fazê-las. Não-ação é fazer as coisas com o coração transparente e quieto.

Assim, sem preconceitos, naturalmente tudo será feito. No caminho de nossa vida, é natural comer no momento de comer, dormir no momento de dormir, trabalhar no momento de trabalhar, descansar no momento de descansar. Essa é a ação da não-ação. Ação é fazer. Não-ação é não ter a intenção de fazer. É fazer sem intenção de fazer e não, deixar de fazer.

Na verdade, só podemos saber realmente o que deve ser feito se não ficarmos a todo momento pensando no que deve ser feito. É através do não pensar que alcançamos a consciência do que deve ser feito. Isso é não-ação, que permite o surgimento da ação natural.

Quando isso acontece, o homem passa a ser polivalente. Se quiser, pode fazer poesia, pintura, tocar piano, escrever, o que quiser. Por quê? Porque quem tem o Vazio fluindo dentro de si, tem todos os recursos do mundo e pode usá-los simplesmente como ferramentas. Assim, quando uma pessoa consegue encontrar essa ausência da forma, na própria ausência da forma, todas as formas são permitidas de serem realizadas.

Por isso, Lao Zi diz: “O Caminho é uma constante não-ação que nada deixa por realizar”.

O tempo é infinito, não existe princípio nem fim. O que existe é a transformação natural das coisas. E essa transformação depende do homem, de seu coração em equilíbrio e harmonia. A transformação, assim, pode ser suave, sem rupturas e o homem fluirá naturalmente com ela.


(http://www.taoismo.org.br)

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