Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Resgates...

“O Candomblé sobrevive até hoje porque não quer convencer as pessoas sobre uma verdade absoluta, ao contrário da maioria das religiões.” (Pierre Verger)

A Casa das Coisas Antigas

Reabre o Museo Ilê Ohum Lailai

Em fevereiro de 2011 foi reaberto o Lailai, depois de passar por reformas e ter um novo projeto expográfico implantado pela Fundação Palmares e pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, sob supervisão de Mãe Stella, guardiã do espaço e de suas memórias.

Composto por mais de 750 peças, que fazem parte da história do centenário terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, o acervo reflete a riqueza da tradição e o prestígio de um dos terreiros de candomblé mais importante do Brasil.

O Ilê Axé Opô Afonja foi fundado em 1910, por Eugênia Anna dos Santos, Mãe Aninha, Oba Biyi, responsável, em 1937, pela liberação do culto afro brasileiro – até então muito perseguido pela polícia brasileira, nos primeiros anos do século XX.

Em 1984, o terreiro foi considerado uma entidade pública. Em 2000, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O projeto do museu é de Mãe Stella Ode Kayodé e da psicóloga Vera Felicidade, Oni Kówé, após uma visita à Nigéria, onde conheceram três museus que inspiraram a criação do Lailai.


O museu está localizado na Rua Direita de São Gonçalo do Retiro, no Cabula - Salvador, Bahia. A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h.


“O sagrado não tem cor, não tem condição física, nem instrução nem nada disso. O ser humano é livre para acreditar no que quiser. Todos são seres humanos, todos têm o direito de ser bem-tratados, todos têm o dever de tratar bem os outros. Cada religião tem a sua hierarquia. Cada religião tem sua liturgia, tem seus dogmas, de acordo com a tradição de cada país, de cada local. Ninguém é dono da verdade. Dono da verdade é quem estiver certo pra si e fizer tudo pra não prejudicar o irmão.” (Mãe Stella - Ilê Axé Opô Afonjá)



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