Por muito tempo esse espaço esteve parado...
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Auto defesa psíquica

Ataques psíquicos existem? Óbvio.

São sempre intencionais? Não.

Partimos do ponto onde compreendemos que de tudo no universo emana energia. De pedras a pessoas. Magia é lidar com as diversas energias que existem. A Bruxaria lida especificamente com a magia da natureza, o que inclui pessoas. E nós vivemos em meio a isso tudo.

Logo, recebemos e enviamos energia o tempo todo. Qual a principal vantagem em ser um estudante ocultista ou praticante de Bruxaria? Identificar a influência dessas energias e fazer algo a respeito.

Erro primário no trato com a magia: confiar somente em nossos instintos, pois eles podem nos enganar. Não somos feitos apenas de instinto, mas de intelecto. Por isso é importante estarmos preparados, e isso é constante, trabalho de uma vida.

Princípios fundamentais sobre ataques psíquicos:

Algumas forças da natureza são como são, e ir contra elas será desastroso somente para nós mesmos. Há pessoas que sabem como lidar com tais forças e sempre existiram aquelas que usaram tais energias para propósitos egoístas e, muitas vezes, nocivos aos outros.

É necessário primeiramente identificar um ataque, antes de achar que “tudo é ataque” e sair se protegendo contra tudo e contra todos. Isso é desequilíbrio. O diagnóstico sempre deve vir antes do tratamento. Nenhuma manifestação de ataque psíquico deve ser ignorada. Antes de concluir que se trata de um ataque psíquico, deve-se tentar encontrar todas as soluções naturais e materiais possíveis.

A forma mais comum de ataque psíquico não é intencional, provendo apenas de mentes ignorantes e malignas, mas não preparadas magicamente. Essas pessoas acabam se tornando as próprias vítimas de seu despreparo. Nesses casos, jamais um ataque deve ser respondido com outro ataque, pois você estará se rebaixando ao nível da ignorância.

Outra forma comum de ataque psíquico se refere não somente a pessoas, mas a lugares. Aquela sensação de entrar em um lugar e se sentir mal é verdadeira. Algumas pessoas são sensíveis para identificar imediatamente o que está acontecendo, outras não. Identificando, você evita o problema. Tem gente que nunca percebe e sofre do mesmo mal há anos, pois não sabe qual é o problema.


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Dion Fortune - Auto-defesa psíquica (para baixar o livro clique no link ao lado)


Não é fácil conseguir que as pessoas se apresentem e testemunhem os ataques psíquicos. Em primeiro lugar, porque elas sabem que há pouquíssima probabilidade de que acreditem nelas e que é mais provável receberem a pecha de desequilíbrio mental. Em segundo lugar, porque é uma experiência horrorosa, que a mente procura evitar e o indivíduo não consegue falar sobre o assunto.

Sou da opinião de que os ataques psíquicos são mais comuns do que geralmente acreditamos, e mesmo os ocultistas não avaliam a sua extensão. O público em geral não imagina absolutamente as coisas que são feitas pelas pessoas que têm um conhecimento dos poderes da mente humana, e que se dão ao trabalho de explorá-los.


Devemos distinguir com muito cuidado a experiência psíquica da alucinação subjetiva; precisamos estar seguros de que a pessoa que se queixa de um assalto psíquico não está ouvindo a reverberação de seus próprios complexos dissociados. Efetuar a diagnose diferencial da histeria, da insanidade e do ataque psíquico é uma operação extremamente delicada e difícil, pois com freqüência os casos não têm contornos definidos, e mais de um elemento pode estar presente

O psiquismo, ainda que genuíno, é uma causa freqüente de auto-ilusão. Um sensitivo é invariavelmente muito sensível e sugestionável. Essa é a base de seus dons. Não tendo o psiquismo um desenvolvimento normal, entre os europeus pelo menos, o sensitivo é, na linguagem dos engenheiros navais, “superimpulsionado por sua quilha”. Ele é por isso instável, propenso a violentas reações emocionais, e em geral exibe aquelas aberrações de conduta que estamos acostumados a associar aos gênios artísticos. A não ser que um sensitivo seja treinado, disciplinado, protegido e dirigido por aqueles que lhe compreendem a constituição, o seu psiquismo não é digno de confiança, pois o sensitivo é arrastado para onde sopram os ventos.

O sensitivo e o neurótico são muito semelhantes em suas reações à vida, mas o neurótico difere do sensitivo porque, ao invés de ser superimpulsionado por sua quilha, ele é subimpulsionado pelas máquinas. O resultado, contudo, é o mesmo — uma discrepância entre a força e a forma com a conseqüente inabilidade para manter um controle central, ponderado e diretivo. A técnica da disciplina oculta visa em grande parte a controlar as forças disparatadas, compensando a sensibilidade do sensitivo e protegendo-o das impressões indesejadas.

Não é bom saber como se abre a porta do Invisível sem ao mesmo tempo aprender a fechá-la e trancá- la. No caso de uma pessoa que está trilhando o Caminho pela primeira vez, o progresso é necessariamente lento e trabalhoso, mas uma alma que recebeu a iniciação em encarnações anteriores pode reabrir as faculdades psíquicas com tal rapidez que o problema de manter a coordenação harmônica da personalidade se torna sério. Ë muito comum uma pessoa que está fazendo seu primeiro contato com o movimento ocultista sofrer um distúrbio psíquico. Essa perturbação é às vezes atribuídas às más influências, e às vezes às entidades malignas. Nenhuma dessas inferências deve ser correta.

Há uma terceira possibilidade, que é responsável pelo maior número de vítimas — o fato de que a consciência está sendo perturbada por uma força diferente. É muito comum uma criança ficar febril e agitada nos primeiros dias das férias no mar. Ela não está de fato doente. Mas o ar pesado e a comida diferente e a excitação de seu novo ambiente perturbam o seu sensível equilíbrio físico. Ocorre o mesmo quando o neófito sofre um distúrbio no início de sua carreira oculta. As vibrações incomuns o agitam, e ele tem então um ataque de indigestão oculta. Em ambos os casos, o tratamento é o mesmo — restrição temporária da dieta que causou a perturbação.


Não nos aproximemos do tema da bruxaria moderna com um espírito de incredulidade ou de superstição, mas do ponto de vista do psicólogo, procurando compreender o funcionamento da mente e preparados para descobrir muitas coisas que até então passaram despercebidas .



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Dion Fortune, pseudônimo de Violet Mary Firth Evans (1890 - 1946), psiquiatra, psicóloga e ocultista britânica. Seu pseudônimo derivou-se da expressão “Deo, non Fortuna”, que quer dizer “Por Deus, não por Sorte”, o qual ela abreviou para Dion Fortune. Nos seus livros ela imprimiu suas experiências tanto como ocultista como psiquiatra, muitos dos quais atingiram o status de obras clássicas. Foi uma mulher pouco apreciada em seu tempo, a menos conhecida entre seus pares, trabalhando atrás dos panos. Desenvolveu sua própria tradição sem se preocupar com os apelos da publicidade. Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Dion foi diagnosticada com câncer e em 8 de janeiro de 1946, partiu deste mundo. Durante toda a sua vida e mesmo após sua morte, a sua sociedade (A Fraternidade da Luz Interior) continuou crescendo e atraindo novos seguidores.

2 comentários:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Muito interessante este texto :)

O Bom Caminho disse...

Seja bem vindo!
O tema "auto defesa psíquica" tem me interessado particularmente nos últimos tempos. Encontrar a obra de Dion Fortune começou a me dar uma linha de reflexão mais consistente, por onde tenho caminhado. Aos poucos vou compartilhando ideias sobre o tema por aqui.
Sinta-se a vontade para expor as suas tb, se assim o desejar.
Um abraço!
Heloisa