Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

sábado, 16 de abril de 2011

Iyá-Ori

A grande mãe, a água origem de tudo. De seu ventre saíram todos os Orixás, dos seus seios correm os rios que fertilizam a terra.

Deusa da nação Egbá, Iorubá, era a protetora do rio que leva seu nome. Na África era uma das deusas menores, mas no Brasil se transformou numa nova entidade, muito mais poderosa. Nela foram condensadas as características de diversas entidades femininas.

Sempre descrita como orixá mãe, para quem são oferecidas flores nas praias do Brasil, não são atribuídas a ela características excessivamente sedutoras ou femininas (afinal, mãe não seduz). Ela, em geral, é tida como um Orixá mais distante – que observa as coisas de longe - e sua delicadeza é interpretada, simplesmente, como boas maneiras.

Mas não se engane... Iemanjá é feroz. Tem personalidade forte e altivez de rainha.

Seu reino é a família. Rege as reuniões de família, os aniversários, as festas de casamento, as comemorações que se fazem dentro da família. É o sentido da união, seja ligado por laços consangüíneos ou não. Iemanjá é a preocupação e o desejo de ver aquilo que amamos a salvo, sem problemas.

Está  presente também no nascimento, pois é ela quem vai aparar a cabeça do bebê, exatamente no momento do seu nascimento. Se Exu fecunda e Oxum cuida da gestação, é Iemanjá  quem vai receber aquela nova vida no mundo e entregá-la ao seu regente, que inclusive pode ser ela mesma. Daí o titulo de Iyá – Ori (mãe da cabeça); aquela que gera o Ori, que dá o sentido da vida e nos permite pensar, raciocinar,  viver como seres inteligentes.

Criatividade, destemor e orgulho são as características que despontam no arquétipo de seus filhos. Todos tem presença marcante e seja onde estiverem essa presença é notada, porque tem o dom de se fazerem respeitar. Os filhos de Iemanjá são quase sempre fechados, sensíveis, emotivos e sentem fascinação por tudo que seja oculto. Muitas vezes sentem-se donos da verdade e apesar de passarem a aparência de calmos, polidos, meigos e humildes, no fundo são impetuosos e arrogantes. Dificilmente as pessoas conseguem saber o que eles estão pensando realmente. Costuma-se dizer que um filho de Iemanjá perdoa mas não esquece jamais.

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