Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De Mago e Louco todos nós temos um pouco

O Mago é aquele que se conhece e conhece também as  leis espirituais, o impulso criador e tem em si, latente, o poder da realização. De posse desse conhecimento, é capaz de manipulá-lo, naturalmente, de acordo com a sua Vontade. Isso já fez com que vários aspirantes a magos, ou aprendizes de feiticeiros, e inclusive alguns Magos renomados, ficassem loucos... Piraram mesmo, brincando de Deus (ou Diabo: os Magos negros).

O Louco é aquele que desconhece ou desconsidera os limites, indo em busca da experiência da superação, de si ou das regras. Se lança no espaço, flutua nas correntes de ar, sem ponto certo de chegada ou rumo pré-determinado. Ele vai além de tudo que já está estabelecido. Ou melhor, ir além é a sua essência. Se desconhece o seu próprio poder – ou não o leva em conta – está aberto a descobrir o novo, aquilo que poucos ousam explorar. E com isso cria. O que os outros vão achar da sua criação – genialidade ou loucura – são outros quinhentos...

Tanto o Louco quanto o Mago se acham à vontade no mundo transcendental. O Louco dança nele como criança inconsciente, o Mago cruza-o como viajante amadurecido. Ambos estão relacionados com o arquétipo do Embusteiro, porém de maneiras diferentes. As diferenças entre o Louco e o Mago assemelham-se às que existem entre uma brincadeira e um ato mágico. O Louco nos prega peças, o Mago nos arranja demonstrações. Se o Louco perpetra suas surpresas às nossas costas, o Mago é capaz de realizar a sua mágica diante de nós, bastando que para isso assistamos às suas representações. O Bufão nos engana e nos faz rir, Mago nos mistifica e nos faz pensar. O Louco é um amador despreocupado. O Mago é um profissional sério.

Existe no Budismo, no Sufismo, no Hinduísmo e até no Cristianismo (São Francisco, por exemplo) um caminho chamado "Crazy Wisdom", Sabedoria Louca. São os "Loucos de Deus" que dizem que, na verdade, a maioria das pessoas é que são loucas, vivendo as suas vidinhas medíocres e sem graça, como robôs. Eles desafiam as convenções e se comportam, de acordo com os padrões convencionais, como loucos. Só que eles fazem isso conscientemente, e estão conectados diretamente ao Divino. É uma linha muito tênue essa entre a Loucura e a Sabedoria, entre o delírio e a genialidade.

Um Lama Tibetano muito sábio disse que a melhor maneira de sabermos se a "crazy wisdom" está funcionando pra nós é ver se estamos ficando mais sábios ou mais loucos!
No entanto, não existe Sabedoria sem um pouco de loucura...

A partir de

     

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