Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Linha do Oriente na Umbanda

A partir dos anos 60/70 a Linha do Oriente, na Umbanda começou a despertar muito interesse nos pesquisadores e praticantes. Mãe Lourdes e Alberto Marsicano derem início a uma grande pesquisa que resultou no livro “A Linha do Oriente na Umbanda”, lançado pela Editora Madras.

O livro vem confirmar palavras ditas, anteriormente, por Pai Benedito de Aruanda: “Em religião, não há nada de novo sob o sol e sob a lua desde que este mundo é mundo, pois cada nova religião é só uma somatória das outras, já existentes e mais antigas”. A Umbanda vem reproduzindo e reinterpretando o que já é tradicional em outras culturas religiosas antiquíssimas, mas só os seus conceitos e práticas possíveis de serem aceitos e facilmente assimilados pelos seus seguidores. Uma espécie de releitura e reinterpretação adequada ao nosso tempo e ao nosso povo.

A vibração do Oriente é característica da Umbanda, não existindo nas demais religiões denominadas afro-brasileiras. Neste início de milênio, a Umbanda constitui uma verdadeira parabólica em contínua formação, em que todos os povos, mesmo de religiões desaparecidas, encontram espaço para a sua missão e o seu trabalho.

A Linha do Oriente abrigou diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígenas, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro, mas que manifestaram grande afinidade com os conceitos religiosos propostos pela Umbanda. A maior parte dessas entidades não irá encarnar novamente e, talvez por isso ou apesar disso, buscam caminhos para a expansão do seu trabalho físico e espiritual, de forma a manter e trazer a força de suas egrégoras, que preservam conhecimentos milenares, para o nosso conhecimento e crescimento espiritual.

Muitas casas de Umbanda ainda não trabalham com os Povos do Oriente, talvez por desconhecerem os benefícios que esses benfeitores podem trazer ou pela especificidade de condições que tal trabalho exige. Alguns pesquisadores atribuem essa relutância a dificuldade de se obter um ambiente de absoluto silêncio e concentração, tanto entre os médiuns quanto entre os consulentes, para que essas energias muito sutis possam se expressar.

Outra questão levantada diz respeito ao trabalho prioritariamente astral dessas entidades, seja nos passes ou na psicografia de mensagens (mais doutrinárias que informativas). Em geral, essas entidades preferem atuar sobre as vibrações do ambiente ou da pessoa, em detrimento de consultas pessoais que abordem problemas específicos que o consulente queira relatar. Como, de forma geral, o trabalho de Umbanda desenvolveu uma característica muito personalista, de consultas e conversas, espaço para cada um expressar suas angústias e receber uma palavra de apoio, nem sempre os consulentes entendem que seu problema possa ser resolvido mesmo que ele não fale sobre o que está lhe afligindo.

Mais uma questão que deve ser levada em conta é que, algumas vezes, quando o caso exige, a entidade pode ainda determinar um dia e hora apropriados para o atendimento individual - o que nem sempre se enquadra com a disponibilidade da casa, dos médiuns e do consulente. Como essas entidades trabalham com planos de força que incluem diferentes elementos (posição do sol, fases da lua, hora do dia, localização), o trabalho dentro de rotinas pré-determinadas por aspectos da materialidade terrena pode tornar-se um elemento complicador de um trabalho contínuo e mais aprofundado.

Seja como for, os Povos do Oriente não costumam recusar um convite a participação nos trabalhos que visem o Bem e a evolução espiritual, mesmo que esse convite parta de uma pessoa sozinha. Concentre-se, ore e peça ajuda, se considerar necessário. O resultado virá com o tempo, ainda que esse tempo não seja o do nosso relógio...

Heloisa

Fonte:   "A Linha do Oriente na Umbanda"


Leia trechos do livro clicando na capa,
cortesia da Editora Madras.

Um comentário:

Sideral disse...

A Umbanda é realmente maravilhosa!!! Qualquer propósito de trabalho no bem é válido e bem aceito na Umbanda. Ele ultrapassa os elementos oriundos de suas raízes africanas (o que nada as desmerecem) e atinge um patamar universal.
Num congá de Umbanda você vê o santo católico, o orixá africano, o kardecista Bezerra de Menezes, o caboclo brasileiro, Buda, ciganos, enfim...é notável sua ubiquidade!!!