Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

domingo, 26 de junho de 2011

Olhando para dentro e para fora

Esses dias cheguei ao livro “A sombra humana”, de Emídio Carvalho, através de um post da Inês, na “a humanidade dos porques”

É uma leitura intrigante, que te desafia a visitar os porões da alma e retirar dele as teias de aranha, encontrando “monstrengos” que você alimentou em silêncio e que acabam por te assombrar em alguns momentos.

Disposta a fazer essa faxina?



Imagine que quando nasce você é um castelo. Um castelo com mais de duas centenas de aposentos! Possui uma cozinha da generosidade e um salão do egoísmo. Uma cave da maldade e um quarto da bondade. Uma sala da amizade e outra da traição. Possui ainda aposentos de inteligência, amor, humildade, paz e respeito. E possui aposentos de estupidez, ódio, arrogância, guerra e desprezo. Muitos aposentos e todos eles úteis no momento certo.

Os adultos à sua volta deveriam ensinar-lhe quando é apropriado visitar cada um dos aposentos. Deveriam dizer-lhe que possui aposentos que muito provavelmente nunca sentirá necessidade de visitar, e outros que lhe serão úteis inúmeras vezes, à medida que passeia pelo seu castelo.

O que acontece na realidade é isto: um dia visita o aposento do egoísmo e um adulto diz-lhe que esse aposento é feio. E você fecha a porta e atira com a chave. Algum tempo mais tarde visita a sala da bondade e outro adulto bate palmas e diz-lhe que essa sala é muito bonita. E você decide que irá passar muitos dias aí, mesmo que isso signifique sacrificar uma grande parte de quem é. Noutro dia visita a cave do desprezo. E outro adulto, que vê a sua visita, diz-lhe que essa cave é má! E mais: se você insistir em visitar essa cave novamente será punido! E você fecha a porta e atira com a chave dessa cave!

Por volta dos oito anos encontra-se a viver em cerca de 10 por cento dos aposentos do seu castelo. Aos vinte anos vive num T2, dentro do seu castelo!Isto é o que acontece a todos os seres humanos! Exceptuando os muito poucos que foram educados por pais verdadeiramente iluminados que compreendiam o ser completo que você era, e é!

Durante os primeiros quarenta anos da sua vida, aproximadamente, irá fechar aposento atrás de aposento. Limitar-se-á mais e mais. Porque, ainda por cima, ensinaram-no a não correr riscos, a procurar a segurança da rotina, nem que sacrifique mais um pouco da sua vida e de quem é!

Por volta dos vinte e poucos anos começa a ter problemas com os aposentos que fechou. E ensinam-lhe a decorar afirmações positivas e a recitar mantras! Isto é o mesmo que viver numa casa que está a cair e você, num acto louco, decide pintar a casa de rosa, para criar a ilusão que a casa é nova em folha! É claro que ela irá cair!

As afirmações positivas são boas, deliciosas na verdade. Mas primeiro verifique o que está escondido na sua mente!

Para ler o livro completo clique aqui (pode ler online ou fazer download)

Boa viagem aos seus porões...
Heloisa

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