Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São João e o sincretismo

São João, segundo a Bíblia, era filho de Zacarias e Isabel, e foi quem batizou Jesus, com as águas do rio Jordão. Daí vem o nome Batista, o "batizador".

Segundo os Evangelhos, João Batista anunciou a chegada eminente de um novo reino - renovando a promessa feita por Deus aos patriarcas do Antigo Testamento - e Jesus como o seu Messias.

Por sua austeridade e fidelidade cristã é considerado como o último dos profetas e o primeiro dos apóstolos, formado na escola do rio Jordão.

Em suas pregações costumava criticar o rei Herodes Antipas por ter se casado com a mulher – Herodíades - do próprio irmão. Como o profeta era um líder religioso muito venerado pelo povo, o rei temia executá-lo; resolvendo, então, prendê-lo, pois essa era uma forma de mantê-lo calado. Herodíades, no entanto, desejava livrar-se definitivamente dele. Um dia, durante um banquete no palácio, a filha de Herodíades - Salomé - dançou para o rei e o encantou, levando-o a prometer-lhe qualquer coisa que pedisse. Herodíades convenceu a filha a pedir a cabeça de João Batista. Embora contrariado, Herodes cumpriu sua promessa e mandou decapitar o profeta, entregando sua cabeça a Salomé, em uma bandeja.

  
O sincretismo na Umbanda


No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras – o Xangô Kaô -  a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita; sendo o protetor dos intelectuais e dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo de Xangô – o Xangô Agodo - é com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar.

Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão e os raios, movendo-os a favor da justiça, para nos defender. Assim, tudo o que é ligado ao trabalho, estudos e papéis, entregamos a linha de Xangô. A sua Lei é como a rocha: dura, justa, cega.  Então, quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos, que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir, não precisamos nem pedir, pois a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas. 

O santuário natural, ponto de força onde costuma-se depositar oferendas, é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, energiza, dá vida, vigor, saúde e inteligência. 
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromância, numerologia, cartomancia. Por esse motivo, a linha dos ciganos trabalha nessa irradiação. 


Heloisa

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