Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Heloisa
--------------------------------------------------------------------------------------------------------- obomcaminho@gmail.com

O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Caminhos...

Estou lendo “Porta para o infinito”, de Carlos Castañeda.

Não é uma leitura que tenha me agradado de forma incondicional, nem o autor é um dos meus preferidos, mas um trecho da narrativa me chamou a atenção. Conta a história de dois gatinhos que foram resgatados ainda muito pequenos do interior de uma máquina de lavar. Estavam fracos e muito machucados e a mulher que os resgatou cuidou deles por muitos anos. Acabaram por tornar-se gatos muito dóceis, caseiros, castrados e gordos. Um belo dia a mulher precisou mudar de casa e não podia levá-los para o apartamento no qual iria viver a partir de então. Sem conseguir um lar adotivo para os gatos decidiu levá-los ao veterinário para serem sacrificados. No dia marcado para tal ato pediu a ajuda de um amigo. O primeiro gato entrou na clínica no colo da dona, fazendo-lhe carinho e ronronando. O segundo gato ficou no carro com o amigo da dona, esperando sua hora chegar. Nesse tempo, o gato desesperou-se, miou muito e tentou fugir, como que antevendo seu destino. Em dado momento encarou o amigo de sua dona e através de uma desesperada comunicação de olhares pediu-lhe uma chance para continuar vivo. O amigo então abriu a porta do carro e franqueou-lhe a rua. Uma chance. Nenhuma certeza a cerca dessa possibilidade, apenas uma chance de mudar o seu destino.

Escolha seu caminho...
Heloisa

2 comentários:

Val.......... disse...

Lindo, amiga!

O Bom Caminho disse...

Pois é, Val...
A gente, às vezes, se acomoda no colo e passa a ter medo da rua.
A gente, às vezes, esquece da essência do que está dentro de nós.
Será que é preciso chegar a um limite na existência para nos redescobrirmos "gato", "pássaro" ou "gente"?
O mundo lá fora não nos garante nada.
Mas será que o "mundo" dentro da gente (ou aquele que nos contém, no sentido de estarmos contidos), garante?
Divagações...
bjs,
Helô