Por muito tempo esse espaço esteve parado...
Foi criado para percorrer um determinado caminho mas acabou esquecido e abandonado na primeira curva.
Que esse caminho floresça, ainda que não siga
exatamente o traçado original.
Seja nosso (a) companheiro(a) nessa jornada, se assim o desejar.

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O reflexo das nossas buscas, encontros e desencontros pelos caminhos da Vida.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tensão criativa

Desde cedo aprendemos a separar e dividir os problemas para facilitar a execução de tarefas e o tratamento de assuntos complexos. Com isso, frequentemente deixamos de ver as conseqüências dos nossos atos e perdemos, também, o sentido de conexão com o todo maior.

O domínio pessoal é a base da nossa capacidade de ver o mundo como um sistema de forças entrelaçadas e relacionadas entre si. Significa fazer da vida um trabalho criativo, viver a vida de um ponto de vista criativo, em contraposição ao modelo reativo (esperar acontecer pra fazer alguma coisa).

Para que o domínio pessoal passe a ser atuante em nossas vidas é preciso que incorporemos dois movimentos às nossas rotinas:

1-    Avaliar continuamente o que realmente é importante pra nós. Em geral, gastamos tanto tempo lidando com os problemas que nos cercam, que acabamos esquecendo de nos perguntar PORQUE estamos naquele caminho e o que nos levou até ele.
   
2-  Precisamos aprender a enxergar com mais clareza a realidade do momento. Para que possamos definir qualquer tipo de mudança e optar por novos caminhos precisamos ter uma visão clara de onde estamos naquele exato momento. Nem precisa saber ao certo onde quer chegar, o mais importante é ter consciência de onde está e do caminho que fez para chegar até ali.

A partir da observação cuidadosa desses dois itens é criada a “tensão criativa”, segundo Peter Senge, no seu livro A quinta disciplina. A “tensão criativa” é a força que entra em ação no momento em que identificamos um objetivo (o que é importante pra nós) em desacordo com a realidade atual. Essa força pode até desencadear emoções associadas a ansiedade, ao medo ou a insegurança, mas basicamente será o ponto de partida para nos por em movimento. Uma forma de controlar esses sentimentos/emoções é ajustar os nossos objetivos a realidade atual e nos darmos tempo suficiente para alcançar nossas metas de forma realística.

Num trecho do livro, Senge diz: a maioria de nós acredita em duas coisas contraditórias que limitam nossa capacidade de criar o que realmente queremos. Uma delas é a nossa impotência – ou incapacidade de realizar o que realmente queremos – e a outra é o nosso desmerecimento, ou seja, a ideia de que não merecemos o que desejamos. Instala-se um conflito....

Como lidar, então com esse conflito? Mudando-se as ideias (o que leva tempo) e eliminando os mecanismos pelos quais limitamos ou enganamos a nós mesmos. Tudo isso implica em olharmos pra dentro de nós e buscar as verdadeiras razões porque muitas vezes nos sabotamos. Precisamos aprender a separar o que realmente desejamos daquilo que achamos que precisamos para obtê-lo (só vou conseguir um namorado quando emagrecer, só vou conseguir um trabalho melhor quando colocar aparelho nos dentes, só vou terminar essa relação quando meu filho se formar).

Senge nos conta a parábola do sapo escaldado: se colocarmos um sapo numa panela de água fervendo, ele pulará fora rapidamente. Mas se colocarmos o sapo numa panela com água morna e formos aquecendo bem devagar ele irá se adaptando a temperatura e acaba anestesiado - e cozido ao final de algum tempo.

Muitas vezes nós também nos deixamos ser “cozidos” por situações que foram se instaurando e perpetuando em nossas vidas. Ficamos anestesiados no quentinho da situação e não temos (ou achamos que não temos) forças pra pular fora.

Se identificou com o sapo?
Então, talvez seja hora de procurar sua tensão criativa.

Heloisa

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